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Casa
Muito além dos flamingos
Aos 88 anos, Lily Marinho abre as portas da festejada mansão no bairro carioca do Cosme Velho, onde viveu por 14 anos ao lado de um dos homens mais poderosos do País, Roberto Marinho

Luciana Azevedo

FOTOS Dario Zalis/ Ag. IstoÉ

Conversar com Lily Marinho é uma lição de bom humor e sinceridade. Aos 88 anos, ela diz o que pensa com savoir-faire e a lucidez daqueles que sabem viver.

Considera-se uma mulher forte?
A gente tem que ser. A vida nos reserva cada surpresa que não esperamos. Sou católica, mas a obra de Alan Kardec me ajudou. A morte de meu filho foi avisada a ele numa casa espírita no Méier. Um dos diretores falou para ele não sair da cidade. Ele foi e não voltou.

Seu filho adotivo mora em Miami. Sente saudades dele?
Sinto, mas ele me telefona quatro vezes por dia. A gente se vê pela internet. Edgard é que me ajuda. Tenho preguiça de aprender a mexer. Acho que eu já aprendi bastante na vida. Não sei nem colocar a fita no DVD.

Como a sra. é como mãe?
Sou muito preocupada, ainda mais com a minha idade. Fui visitá-lo nos EUA e quando voltei, comecei a decidir no avião que deveria leiloar meus pertences. Tive a sorte de vender antes da crise. Fiz um fundo. Quando eu morrer, o banco vai dar uma parte a cada um por semana, porque meu filho é muito mulherengo (risos). Senão ele vai gastar tudo na primeira semana e vai ficar sem comer. Isso está muito organizado com os advogados. Mas foi difícil desfazer de tudo.

Não guardou nenhuma joia?
Guardei a primeira joia que meu primeiro marido me deu, uma pulseira, e a primeira joia que recebi de Roberto, um anel de esmeralda. Elas são para a minha neta.

Tem medo da morte?
Estou um pouco como o vice-presidente José de Alencar. É uma coisa que vai acontecer, acontece com todo mundo. Encaro com naturalidade. Mas ainda aguento uns dois anos. Só não quero é ficar doente.

Como descobriu o câncer?
Foi há um ano. Foi curioso porque o médico tinha acabado de examinar meu joelho e percebeu algo diferente no meu pescoço. Ele é um homem um pouco duro e me disse: a senhora está com câncer. Fiquei chocadíssima. Sobretudo com a maneira como ele falou. Não precisei fazer quimioterapia. Mesmo assim, perdi muito cabelo. Tomarei remédio até o fim da vida.

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