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Amor e sexo, segundo Fernanda Lima
A apresentadora fala sobre ciúme, o assédio ao marido, Rodrigo Hilbert , e sexo a três com a mesma espontaneidade com que comanda seu novo programa

Macedo Rodrigues FOTOS E BELEZA Alê de Souza

Sexo nunca foi tema de conversas na casa da família de Fernanda Llima. na adolescência, a única menina da casa sempre foi preservada do assunto. "Sei que meu pai falava com meus irmãos, mas no meu caso havia tanta proteção que ele deve ter achado que talvez eu nunca fosse transar com alguém", ri. Mas a falta de um diálogo mais aberto foi compensada por muito carinho e atenção.

"Talvez meus pais tenham me dado isso na forma de excesso de amor, e isso me deixou segura, com uma autoestima legal." Aos 32 anos, é com leveza e naturalidade de uma mulher bem resolvida que a atriz e apresentadora comanda o programa Amor & Sexo, da Rede globo. no ar, Fernanda trata de temas polêmicos com o auditório, sai às ruas à caça de solteiros que queiram arranjar um par e tira declarações instigantes de artistas e do público. na última edição, na sexta-feira 18, ela conversava com Marisa Orth sobre a importância do sexo oral nas preliminares da relação, quando uma senhora da plateia quis se manifestar.

Disse que discordava da atriz e que em 53 anos de casada nunca havia praticado. "Então, será que hoje a senhora vai ter uma surpresa do marido?", brincou Fernanda, criando um clima de descontração na platéia. Com muito jogo de cintura, ela encara como uma missão a oportunidade de falar para milhões de telespectadores nas noites de sexta-feira sobre assuntos que para muitos conti-nuam sendo espinhosos e que ainda são considerados tabu na tevê aberta. "Esse programa presta um serviço de saúde pública.

Estamos orientando as pessoas no Brasil sobre temas como o HPV ou a ejaculação precoce. Enfim, isso tem um alcance social e é tudo feito com delicadeza, sem ofender as pessoas", observa. A apresentadora, que é formada em jornalismo, sonha com voos mais altos. "Se o programa ganhar uma boa sobrevida, quem sabe eu não faço uma pós-graduação em sexologia?", diverte-se Fernanda na varanda da confortável casa onde mora com o marido, o ator Rodrigo Hilbert, e com os filhos, os gêmeos João e Francisco de um ano e meio, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio.

Da casa onde moram, Fernanda e Rodrigo saem o mínimo possível. "Sou ciumenta. Sou possessiva", admite a gaúcha. Casada com um dos homens mais desejados do momento, ela não esconde que o assédio das mulheres incomoda. "Os homens não chegam em mim, mas as mulheres chegam nele e jogam pesado. Então, dá ciúmes", admite. Para ficar tudo bem resolvido, ela fez questão de colocar o assunto em pauta.

"Conversei muito com o Rodrigo nessa mesma noite para combinar direitinho até onde a gente vai. 'Espera aí, como é esse negócio? A gente vai frequentar?'", lembra. "Acabamos decidindo não sair mais à noite. É uma experiência muito doida. Prefiro festas em casas de amigos." Embalada pelo tema, a apresentadora, que costuma ser reservada a respeito de seu casamento, falou numa conversa franca à Gente sobre prazer, sexualidade e a dificuldade em lidar com determinadas situações.

Liberal ou conservadora?

"Bem, sou monogâmica, mas, tirando isso, me considero liberal. Sou totalmente a favor do diálogo e acho que experimentar com o parceiro é sempre muito bom. Mesmo não havendo grandes coisas que se possa descobrir nessa altura do campeonato (risos). Mas é válido variar e ao menos experimentar."

Noite

"Outro dia, eu e o Rodrigo resolvemos ir a uma festa e foi impressionante notar como perdi completamente a prática de sair à noite. Porque está um negócio de maluco. É um jogo absurdo. Eu me protejo, não gosto de me expor, não bebo e quando vou numa festa fico aquele peixe meio fora d'água. A menos que, óbvio, tenha só amigos no salão. Mas ainda assim fico pensando que o tempo passou para mim, que a noite não é mais uma situação em que eu fique super à vontade... Acho interessante a noite, gosto da música, gosto de encontrar gente e a maioria das pessoas que conheci na vida, principalmente em São Paulo, era da noite.

Mas cansei, isso passou, porque fiquei observando aquelas pessoas ficando bêbadas, se transformando, com aquela sexualidade toda vindo à tona, me senti mal e pensei: 'Meu Deus do céu! Cadê meu marido? Vamos embora daqui!' (risos). Então, essa coisa de ser liberal é muito delicada, tudo tem limites e tem de haver respeito entre as pessoas. Acontece que chega uma hora na noite em que as pessoas não têm o menor respeito. Estão pouco se lixando e não querem nem saber se o outro está acompanhado, se é casado, se a mulher dele está ali..."

Discutindo a relação

"Sou propensa a conversar e nunca encontrei resistência em relação a isso. Até porque, para mim, isso é uma coisa mais recente, de maturidade, de bancar a relação, de querer que ela dê certo e para isso dar certo as coisas têm que ser conversadas, sempre. Todos os tipos de relação, não só a entre homem e mulher, mas também entre familiares, profissionais, amigos... Tudo tem de ser conversado, até porque, quando a gente fala, a gente fica leve, tira um peso desnecessário. "

Prazer insaciável

"A gente vive um momento de busca de um prazer insaciável, tudo tem que proporcionar prazer o tempo todo e por isso não existem mais relações sólidas hoje em dia. Tudo tem que ser imediato e muito bom, nada pode ser ruim ou mais ou menos. E não basta ser bom, tem que ser sensacional o tempo todo, um grande gozo. Por isso as relações não se sustentam, não se bastam mais. E tem a filosofia de que a fila anda, né?

Anda e nunca vai parar de andar porque jamais alguém vai se satisfazer dessa forma. Acho que tem muita insatisfação por conta das mulheres. Para os homens, é tudo muito mais e mais prático em relação ao sexo. As mulheres são mais misteriosas, necessitam de mais carinho, de mais atenção. Agora, dá para a gente se entender? Óbvio que dá. Cada um cede um pouquinho, que uma coisa vai se ligando a outra, mais carinho, mais prazer..."

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