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Elas fazem a Hermès
Pascale Mussard e Beatriz Gonzalez: duas mulheres por trás do nome e algumas histórias da marca, que traduz exclusividade no mundo e que acaba de chegar ao Brasil

Silviane Neno

Os produtos feitos sob encomenda chegam todos os dias e as oficinas da Hermès se esforçam para realizar desejos quase sempre extravagantes.

ag. istoé
Jane Birkin em foto de 1984. Ao lado, a Birkin bag, ícone fashion no mundo todo. Abaixo, a Apple Carrier: feita exclusivamente para atender um cliente extravagante

Um dos mais curiosos partiu de um senhor italiano, de 55 anos, antiquário. Ele contou que tinha uma amiga corredora, que se exercitava todos os dias pela manhã e sempre levava com ela uma maçã verde e brilhante. O cliente pediu que a Hermès inventasse uma bolsa em formato de maçã, para que ela pudesse correr com ela a tiracolo carregando a fruta. Depois de muitas tentativas, os artesãos da marca confeccionaram uma peça toda revestida de metal do lado de dentro, de couro verde do lado de fora e com o requinte de uma minifaquinha na alça. É a Hermès Apple Carrier. Peça única e exclusiva, of course. “Estamos ansiosas pelas encomendas dos brasileiros”, diz Pascale

Naquela tarde fria, em São Paulo, às vésperas da inauguração da filial brasileira, Pascale e Beatriz vestiam roupas e acessórios Hermès. Pascale, uma túnica leve com influências étnicas. Beatriz, blusa solta arrematada por um lenço e colar de grandes argolas de madeira. “Foi ela quem fez”, diz, apontando para Pascale. No pulso da herdeira, uma pulseira de três voltas em ouro e... uma fitinha verde. Fitinha? Sim, uma legítima, do Nosso Senhor do Bonfim. Pascale conta emocionada que o adorno foi presente de uma baiana.

No ano passado um de seus três filhos, Dimitri, viajando pelo mundo, disse à mãe que gostaria de viver um tempo no Brasil. Há seis meses morando em São Paulo e estudando português na Faap, Dimitri passou um tempo na Bahia e, lá, conheceu e se aproximou de uma velha senhora. Dessas bem cuidadosas, meio mãe de verdade, meio mãe-de-santo... Foi ela quem preveniu o francesinho simpático que não viajasse em determinado dia para a Europa, e deu a ele uma fitinha do Bonfim e uma segunda para que ele levasse para a sua mãe. E foi assim, que Dimitri Mussard, de 26 anos, herdeiro da sétima geração de uma das maiores labels de luxo do planeta, não embarcou no fatídico voo 447 da Air France, que caiu no Atlântico a caminho de Paris em 31 de maio. E foi assim que Pascale Mussard, legítima descendente de uma tradição, passou a acreditar nas forças ocultas do sincretismo popular e no poder e na simplicidade de um acessório made in Bahia.

 

 

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