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Turismo
Lázaro Ramos em Salvador
Durante a gravação da série Ó Paí, Ó, em Salvador, o ator relembra a juventude em sua terra natal e revela seus lugares favoritos na cidade

Bruno Deminco, de Salvador Fotos Marcio Lima/ Ag. IstoÉ

Lázaro Ramos em frente ao Forte de Nossa Senhora do Monte do Carmo

NÃO PRECISOU CACÁ, Pigmeu e Marcelo estarem reunidos em frente à antiga casa da rua do Baú, no bairro do Garcia, em Salvador. Era lá que Lázaro Ramos se reunia com alguns de seus melhores amigos quando era adolescente. Desta vez, foi nas redondezas do Barbalho que o ator baiano sentiu-se realmente em casa. Para dar vida ao cômico Roque, protagonista de Ó Paí, Ó, ele deixou sua rotina atribulada no Rio de Janeiro para gravar quatro episódios da nova temporada da série da Rede Globo em sua cidade natal. Antes de posar em frente ao Forte de Nossa Senhora do Monte do Carmo, uma das locações da série, Lázaro preferiu trocar de roupa. "Estou todo mulambento", brincou, vaidoso. Nem na hora dos flashes o ator deixou o bom humor de lado e fez gracinha para os amigos do set: "Silêncio aí, gente, que eu estou tirando foto." A turma caiu na risada.

"A gente se vestia de mulher, levava placas temáticas, placas de protesto. Teve um ano que eu fui até em cima de uma carroça", lembra o ator sobre os carnavais no bairro do Garcia

Essa malemolência, comum tanto no personagem quanto no próprio ator, é a marca de quem viveu na capital baiana até os 26 anos. Foi nessa idade que Lázaro deixou de vez Salvador para morar no Rio. Apaixonado por sua terra, a mudança aconteceu gradualmente. "Primeiro eu fui para Pernambuco com a galera de A Máquina, aí voltei para cá. Depois fui um tempo para o Rio, voltei de novo. Aí fui para São Paulo e voltei mais uma vez. Foi só em 2005 que eu me mudei oficialmente para o Rio", conta.

Da infância no bairro da Federação para a adolescência no Garcia, Lázaro sempre fez questão de cultivar e manter os amigos. Aos 14 anos, quando deixou as brincadeiras de criança de lado, foi junto com os vizinhos Cacá, Pigmeu e Marcelo que ele refinou seu gosto musical. Em vez de brincar de esconde-esconde, o grupo se reunia até tarde em frente à casa de Lázaro para ouvir discos de artistas como Legião Urbana, Nelson Gonçalves e Caetano Veloso. "O disco Velô, de Caetano, em minha cabeça é como se fosse uma faixa só de tanto que a gente escutava", descreve. Mas os típicos anseios da juventude muitas vezes iam por água abaixo quando o grupo se reunia no quintal de seu Machado, avô de Cacá. "A gente fingia que ia bater papo, mas ia mesmo era roubar cacau", diverte-se. Foi também no Garcia que Lázaro aproveitou seus melhores carnavais.

Uma das marcas do bairro é o tradicional bloco Mudança do Garcia, que dispensa os caros abadás e trios elétricos a favor de fantasias e bandas de fanfarras. "A gente se vestia de mulher, levava placas temáticas, placas de protesto. Teve um ano que eu fui até em cima de uma carroça", lembra.

Atualmente, o ator já não conta mais com a liberdade de morar em uma casa. Depois de uma temporada solteiro em Santa Tereza, bairro carioca com construções semelhantes ao soteropolitano Garcia, Lázaro divide um belo apartamento na Fonte da Saudade, com a atriz Taís Araújo, atual namorada, com quem já foi casado. Dos lugares por onde passou, ele sente falta da cumplicidade e apoio entre os vizinhos. "Hoje vivo outro tipo de comunidade: formada por amigos que marcam para se reunir", compara.

A Baía de Todos os Santos, o Teatro Vila Velha e o Pelourinho, onde ele descobriu o melhor abará da cidade

SALVADOR, POR LÁZARO RAMOS

Sempre que está na cidade, a prioridade do ator é visitar a família. Mas quando consegue tempo Lázaro faz um circuito por lugares que considera inesquecíveis

Baía de Todos os Santos

"Quando eu trabalhava como técnico em patologia, por vezes o ônibus que eu pegava passava pela avenida Contorno. Quando eu via aquela vista, já dava uma relaxada. Você imagina a rotina que não era para uma pessoa que queria ser artista e trabalhava em um hospital?", lembra ele que, até hoje, desvia o caminho só para passar pela famosa avenida.

Solar do Unhão

No antigo engenho de cana-de-açúcar que fica à beira-mar, Lázaro gosta de se reunir com os amigos, apreciar a vista e as obras do acervo do Museu de Arte Moderna da Bahia. "O Solar do Unhão é sempre uma visita bacana, que eu adoro."

Pelourinho

No centro histórico, o ator encontrou o seu abará favorito. "É um lugar chamado Abará da Panela, que fica exatamente ao lado de onde é filmado o Bar da Neuzão (de Ó Paí, Ó), conta. Ali perto, no Largo Dois de Julho, centro da cidade, Lázaro elege o seu boteco preferido. "É o Mocambinho, de minha amiga Ilza. Adoro. Mas também tem o bar de Tia Célia, lá no Garcia", destaca.

Teatro Vila Velha

O teatro, localizado no Passeio Público, é a casa do Bando de Teatro Olodum, onde o ator começou sua trajetória artística. "Gosto de ir lá ver as pessoas e o que está sendo produzido. É a minha família escolhida. É muito legal você ter esse lugar para voltar, gosto de ver minhas raízes, minha gente", diz.

 



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