 |
O poeta William Blake protagoniza Viva Chama, novo romance da autora norte-americana
|
É verdade que sua inspiração costuma vir de uma imagem?
Sim, mas nem sempre é uma obra de arte, como o quadro do holandês Vermeer em Moça com Brinco de Pérola. Para meu primeiro livro, O Azul da Virgem, foi a visão da cor azul. Estava em uma exposição do inglês William Blake quando me veio a ideia de Viva Chama.
Vermeer é um personagem de Moça com Brinco de Pérola, assim como William Blake em Viva Chama. É seu estilo mesclar ficção e história?
Gosto de escrever sobre pessoas reais e preencher lacunas de sua vida. Esses personagens me fornecem o esqueleto da trama, e eu crio a pele - a ficção - que envolve esses ossos.
Por que foi morar na Inglaterra e escreve apenas sobre a Europa?
Foi acidental. Fui a Londres estudar e me apaixonei pela cidade. Estava no centro do mundo, entre o agito e a História. Vinte e cinco anos depois, eu continuo aqui. A Europa tem uma história densa e complexa. O fato de ainda me sentir estrangeira proporciona uma diferente perspectiva da realidade. Nos Estados Unidos, tudo me é familiar demais, não me causa estranhamento. Mas acho que está na hora de ambientar pelo menos parte de um romance por lá.
Qual o segredo para fazer descrições tão vívidas?
Muita pesquisa. Preguei um mapa do século 18 na parede para elaborar os caminhos percorridos pelos personagens. Imagino uma cena como se fosse um filme e descrevo o que vejo: a paisagem, o cheiro, o toque, o som, o gosto.
Suzana Uchôa Itiberê
Li e gostei
Patrícya Travassos
"Estou lendo atualmente duas biografias: John Lennon - A Vida, que é enorme, e Michael Jackson, a Magia e a Loucura. Depois da morte dele, fiquei interessada em saber mais sobre sua trajetória" (Companhia das Letras, 840 págs., R$ 69 e Globo, 688 págs., R$ 62)
Patrícya Travassos é atriz e apresentadora do Alternativa Saúde, do GNT