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| Na foto maior, ANQUIER na ampla sala da cobertura onde vive com a mulher, a atriz Adriana Alves. Na sanca do projeto original, ele expôs a coleção de estatuetas africanas e acrescentou uma mangueira de led. À noite o efeito é magnífico. Ao lado, no porta-retrato, fotos de Olivier com o filho, no Brasil, e com o pai, na França |
OLHANDO DE BAIXO, desviando do vai e vem de pedestres na calçada, dos vendedores ambulantes, ao som das britadeiras das obras do Metrô logo em frente, é difícil de acreditar que o endereço é esse mesmo. Um prédio em péssimo estado de conservação, no coração da Praça da República, centrão de São Paulo. Seria mesmo ali a nova morada de Olivier Anquier? Sim.
Mas vamos às explicações: trata-se do edifício Esther, um dos primeiros prédios modernistas, construído em 1936 pelo arquiteto Vital Brasil – um dos grandes nomes da arquitetura brasileira. Quando o elevador para no 11º andar, fica ainda mais fácil de entender a escolha. É como se São Paulo pudesse ser vista dali, por trás daqueles janelões de vidro, debruçada sobre a varanda que circula os 362 metros quadrados da cobertura ensolarada. A vista foi um dos motivos que arrebatou o coração do francês assim que ele botou os pés ali. Há dois anos, Anquier cismou que queria morar no centro da cidade: “Sou francês e essa efervescência é muito comum para mim, me sinto com se estivesse em Paris.”
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