Aos 12 anos, Brendha Ha ddad foi representar o Estado do Acre em um concurso de Miss Brasil infantojuvenil. Nos bastidores, a morena sofria e chorava cada vez que as outras participantes zombavam dela perguntando se nas ruas de sua cidade só circulavam índios e onças. Nada, porém, que a fizesse desviar o seu foco do concurso. Cada vez que subia na passarela, Brendha sentia orgulho em anunciar que vinha da pequena cidade de Rio Branco. Com garra e altivez, a menina levou para casa não só o título de garota mais bonita do País, mas também a certeza de que, para conseguir o que queria, precisaria lutar muito. “Minha vida é um conto de fadas, mas um conto moderno. Precisei trabalhar muito para chegar até aqui”, relembra a atriz que hoje vive a Rani, em Caminho das Índias.
O “momento” miss ajudou Brendha a se fortalecer e a ter oportunidade de anunciar aos quatro ventos a carreira que gostaria de seguir: em todas as entrevistas que fez para divulgar o concurso, pedia aos jornalistas que frisassem no texto a sua vontade de ser atriz. Aos 23 anos, Brendha prova que conquistou de vez o sonho de infância. “Sou a própria Miss Sunshine”, diverte-se a atriz fazendo alusão ao longametragem de Jonathan Dayton e Valerie Faris, que conta a história de uma menina que persegue o sonho de ser miss.
A trajetória profissional da atriz precisou de muito empenho, mas também uma boa pitada de sorte. Em 2000, produtores da Globo foram ao Acre fazer um casting para a minissérie Amazônia, e se lembraram da pequena miss que anunciava que queria atuar. Mesmo sem nunca ter interpretado profissionalmente, a então estudante foi convidada para fazer um teste. Ela, que começou a fazer curso de teatro aos 3 anos, achou o seu desempenho horrível, mas acabou sendo surpreendida com o resultado positivo. “Participei das três fases do trabalho como a Ritinha e vi ali a chance de mudar a minha vida”, revela Brendha, que, após o convite para fazer a minissérie de Glória Perez, mudou-se para o Rio de Janeiro.
“Minha vida é um conto de fadas, mas um conto moderno. Precisei trabalhar muito para chegar até aqui”
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