 |
"Assisto de 70 a 80 peças por ano", conta Fagundes
|
Como planejou sua volta aos palcos depois de três anos? Fiquei afastado dos palcos nesse período porque estava me sentindo um pouco estafado. Mas continuei a ler muitos textos, como sempre fiz. Essa peça do Neil Labute quem me mandou foi uma amiga. Eu ri, me emocionei, voltei para ler de novo porque achei que não tinha entendido direito o final. Mas, ao mesmo tempo, é um texto claro.
Além de ser surpreendente. Você é um ícone da televisão brasileira, mas faz questão de continuar nos palcos. Por que isso? Nos últimos 35 anos, praticamente emplaquei uma peça atrás da outra. Lembro de várias vezes que encerrei um espetáculo no domingo para estrear outro na semana seguinte. Mas também sou apaixonado por teatro como espectador. Assisto de 70 a 80 peças por ano. Você estreia sem patrocínio.
Não procurou os incentivos da lei Rouanet? Consegui o apoio da lei Rouanet, mas resolvi recusar porque cansei de ser chamado de ladrão. Prefiro não aceitar o recurso e cobrar na bilheteria o preço que eu quiser. Um valor que vai suprir os meus gastos de produção. Como é atuar sozinho no palco? Já fiz um monólogo antes. Mas também atuei em peças que, mesmo com outros atores, eu tinha um papel de destaque. Não ligo muito para isso. Prezo pela qualidade.
(12 anos) Bruno Deminco
Teatro FAAP r. Alagoas, 903, São Paulo, SP, tel. (11) 3662-7233. Até 29/11.