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Na peça, Fernanda contracena com Luiz Fernando Guimarães, seu parceiro em Os Normais
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FERNANDA TORRES ESCOLHEU para sua estreia como autora teatral a polêmica discussão sobre as drogas lícitas ou não. Discussão é modo de dizer, já que a atriz não perde de vista a irreverência. E ela reúne um time formado pelos atores Luiz Fernando Guimarães, seu parceiro no cinema (no inédito Os Normais 2, novo filhote do humorístico televisivo), Francisco Cuoco e Jorge Mautner.
Conduzindo tudo, o diretor Hamilton Vaz Pereira, do Asdrúbal Trouxe o Trombone, emblemático grupo jovem dos anos 70. Deus é Química conta a história de um casal, Adão e Eva, que está "preso" em casa devido a mais um tiroteio em Ipanema. Ambos recebem a visita de um ex-professor da USP que fora banido por incentivar o uso das "drogas da felicidade" nas décadas de 60 e 70.
Ele os apresenta a Babadá e, a partir daí, o casal embarca numa viagem. "Tive a sensação de que Fernanda deu continuidade ao que vínhamos pensando desde A Farra da Terra, no qual abordávamos o início do processo de globalização", observa Hamilton, referindo-se ao espetáculo realizado pelo Asdrúbal em 1982. "Deus é Química começa de maneira formal, com os atores lendo o texto. O intuito é estimular a imaginação do público, levado, aos poucos, a refletir sobre as drogas", assinala Hamilton. (16 anos) Daniel Schenker Wajnberg
Teatro dos Quatro - r. Marquês de São Vicente, 52 - 2º andar (Shopping da Gávea), Rio, (21) 2274-9895. Até 27/9.