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Estilo Casa
O Templo de Yara Figueiredo
Cheio de personalidade e energia, o apartamento e o estilo de vida da designer carioca serviram de inspiração à personagem de Caminho das Índias

Macedo Rodrigues

FOTO Daniela Dacorso/Ag. IstoÉ

MUITO ANTES DE GLÓRIA PEREZ e a Rede Globo pensarem em produzir Caminho das Índias, a designer de joias Yara Figueiredo, de 42 anos, vivenciava o hinduísmo intensamente, em plena zona sul do Rio de Janeiro. Seguidora do mestre e filósofo indiano Osho, falecido em 1990, Yara há mais de 11 anos faz viagens regulares à Índia, sempre nos finais de ano, com o intuito de ‘se trabalhar’ em um dos famosos Astras de Osho, em períodos de dois meses. “Curto muito esse tempo que me dou de meditação e lá ainda reencontro grande amigos”, comenta ela, que costuma voltar das viagens sempre trazendo na bagagem objetos indianos. Assim, seu novo apartamento, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, tal qual o antigo, em Ipanema, é repleto de imagens e referências religiosas hindus, com dezenas de budas espalhados pela casa. A tal ponto que não chama sua residência de ‘casa’, mas sim de ‘templo’, da mesma forma que seu banheiro social também não é designado como lavabo, mas sim ‘caixinha tântrica’, numa alusão à série de quadros e bonequinhos fazendo representações das posições do Kama Sutra que dividem as paredes com dezenas de bindis (artefato indiano que as mulheres usam na testa) brilhantes colados nas paredes.

O envolvimento de Yara com a Índia vem de berço. Ela é filha da socialite Iolanda Figueiredo, embaixadora de Osho no Brasil e seguidora do mestre e filósofo hindu há mais de 25 anos. A proximidade de Yara com os temas religiosos indianos também é notória. Ela, inclusive, serviu de fonte de inspiração para a mística Dayse, a personagem de Betty Goffman na novela global. “Eles gravaram um vídeo aqui em casa e depois a própria Betty veio fazer laboratório comigo”, conta a designer que também é cantora, poetisa, estilista, atriz e já modelou para grifes como Lenny, Ani Anic e Carlos Tufvesson.

FOTO Daniela Dacorso/Ag. IstoÉ


Polivalente, ela também se aventura como decoradora. Ali, tudo foi concebido por ela e executado por prestadores de serviço completamente desconhecidos do universo dos bons escritórios de designers e arquitetos. Até mesmo uma cadeira de balanço Yara construiu em casa, orientando um marceneiro. A propósito, os móveis e utensílios com assinatura não têm vez na casa da designer. Ela não sabe a procedência exata de nenhum dos móveis que possui, mas lembra que um abajur no canto da sala é de grife: “Mas eu não sei qual. Não foi a assinatura que me atraiu nele. Gosto da ideia de tê-lo, mas não porque você o acende, porque ele não influi em nada aqui. Só me dá a energia da luz”, explica.

As energias que as coisas emanam são tão importantes para ela que a compra de seu apartamento, no início do ano passado, foi decidida depois que ela viu um copo cheio de água com uma batata, da qual brotou uma linda folhagem verde. “Andei pelo apartamento olhando sem ver, só queria sentir a vibe. Quando vi aquela batata, disse para o corretor: ‘É esse que vou comprar’”, lembra. Comprou e reformou sozinha, apenas com os seus prestadores de serviço. “Chamei uma pessoa desconhecida, não sabia nem se ela tinha formação ou não e saí fazendo. Às vezes levantava uma parede num dia e derrubava no dia seguinte. Fui experimentando até a chegar aonde eu queria”, relembra.

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