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| Leonardo Medeiros e Helena Ranaldi são dirigidos por José Possi Neto |
Na novela A Favorita, os atores formaram um casal mergulhado em uma relação passional. Em A Música Segunda, texto de Marguerite Duras, eles interpretam um outro par, que se reencontra após anos de separação. Helena falou à Gente sobre a peça:
Fale sobre sua personagem.
É a historia de um casal que se separou não por falta de amor e sim por excesso. Trata-se de um reencontro depois de anos de separação. Todo o desejo, o amor que ainda existe, vai sendo revelado aos poucos. Minha personagem se mostra até fria diante daquele que "foi" seu grande amor. Mas, com o passar das horas, ela vai se fragilizando e se revelando.
Qual o registro de atuação buscado junto ao diretor José Possi Neto para interpretar a personagem?
A atuação acontece quase como um jogo que se desfaz quando as verdades são reveladas e as máscaras caem. Não se trata de uma peça naturalista. Podemos compará-la a uma partitura musical. Uma colagem de textos, onde diálogos podem ser ditos e repetidos em outros momentos, de formas diversas.
De que maneira as presenças dos bailarinos interferem no seu trabalho e no de Leonardo Medeiros?
Os bailarinos representam os sentimentos dos dois personagens. Tudo aquilo que eles sentem, mas não conseguem falar, é vivenciado pelos bailarinos através de seus corpos. Eles são a sombra das emoções e dos desejos do casal. Daniel Schenker Wajnberg
Teatro Maison de France - av. Presidente Antonio Carlos, 58, Rio, tel. (21) 2544-2533. Até 27/9.
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| Chico Diaz interpreta o capitão Ahab, que caça a baleia |
Moby Dick
Aderbal Freire-Filho volta a teatralizar a palavra de maneira expressiva em Moby Dick
ROMANCE-EM-CENA É UMA EXPRESSÃO referente a alguns espetáculos de Aderbal Freire-Filho nos quais não há propriamente uma adaptação da gramática literária para a cênica, e sim uma teatralização das palavras mantidas conforme escritas pelos autores. Moby Dick não é um exemplo de romance-em-cena porque a estrutura de funcionamento do espetáculo lembra muito o estilo no que diz respeito à expressiva utilização dos objetos cênicos e no que se refere à preocupação em amalgamar a palavra à ação.
A bela e cruel imagem de páginas de um livro sendo destroçadas e jogadas para cima sintetiza, de certa maneira, a carta de intenções dessa vertente teatral defendida por Aderbal, que adota o texto como base de trabalho, mas se liberta dele. Todos os atores demonstram adesão sem reservas à proposta, com Orã Figueiredo e André Mattos revelando bastante precisão no manejo do humor, Isio Ghelman atuando com correção e Chico Diaz impondo autoridade cênica como o capitão Ahab, em sua busca obsessiva pela baleia Moby Dick, cabendo apenas cuidar um pouco mais da projeção da voz. (12 anos) D.S.W
Teatro Poeira - r. São João Batista, 104, Rio, (21) 2537-8053. Até 23/11.