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| A nova versão do Bellini: suco de pêssego vira caviar dentro do espumante |
QUE TAL "COMER" UM colorido drinque? E beber uísque em forma de espuma? Ou, o que parece impossível, tomar uma dose de vodca frozen? Não há limites para a chamada coquetelaria molecular que, assim como a gastronomia executada pelo chef Ferran Adriá e seus seguidores, desconstrói o alimento, muda a textura ou o estado físico dos elementos, e cria novas experiências sensoriais. O principal profissional dessa área no Brasil é Heberson Hoerbe, proprietário da empresa de eventos Help! Bar, e da consultoria Drink Design. "A diferença entre o bartender e o drink designer é que o primeiro está focado só no drinque, e o segundo pensa globalmente e cria conceitos. Preocupa-se com o ambiente, o copo, a apresentação, o visual e como o bartender vai se comportar para impressionar um cliente", explica ele.
Herbie conta que esse tipo de coquetelaria de luxo é uma tendência em cidades como Paris, Londres, Shangai e Tóquio. "Como a ideia agora é de um consumo consciente, as pessoas estão mais exigentes, não querem beber por beber, querem degustar. Vodca com energético está perdendo mercado", explica.
Com respaldo de químicos e físicos e a ajuda de ativos que não alteram os sabor das bebidas, Herbie é capaz de "esferizar" o suco de pêssego do clássico Bellini e servir a bebida como se fossem pérolas mergulhadas no espumante. Seu mais recente desafio é desenvolver bebidas flúor, que têm luminosidade própria. E novo também é o site www.drinkdesign.com.br, onde apreciadores e bartenders podem trocar dicas e receitas. Marina Monzillo
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| Acima, Herbie, proprietário das empresas Help! Bar e Drink Design. Ao lado, drinque sólido feito com vodca |