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O Canto de Olivia Tabet
O estilo de morar e de viver da família explica, e muito, o jeito de artista e o talento da cantora revelação da música underground em São Paulo

Silviane Neno

Fotos Juca Rodrigues/Ag. IstoÉ
Acima, OLIVIA e sua coleção de sapatos. Na parede do quarto, a instalação com lâmpadas feita por ela e a capa do disco de Grace Jones roubada do pai. a colcha da cama é de um brechó de Nova York. No canto esquerdo, detalhe da bancada do banheiro. as pulseiras são acessórios indispensáveis nos figurinos dos shows. ao lado, o corredor do apartamento com revisteiro criado pela mãe, CÂNDIDA TABET. Junto ao teto, quadros de Di Cavalcanti

Como uma camaleoa, Olivia Tabet já foi ruiva, morena e loura. Seus cabelos já foram longos, longuíssimos e curtos, curtíssimos, como agora, e descoloridos. O corte e a cor são inspiração, assumidíssima, nos da modelo roqueira Agyness Deyn. "Eu mesma fiz, pego a tesoura e vou cortando...", conta Olívia. Aliás, não deixe uma tesoura dando sopa nas mãos dela. Olívia certamente terá alguma ideia cortante, como a instalação luminosa na parede do quarto feita com fios, lâmpadas e reatores.
O canto de Olivia na casa dos pais é inteiro povoado por suas invenções criativas: portas pintadas, desenhos na parede, frases soltas gravadas num painel de acrílico. Uma espécie de parangolé, a criação de Hélio Oiticica, em forma de aposento, com pegada musical. O canto de Olivia pode ser ouvido quando ela liga o laptop customizado e colorido (por ela, naturalmente), e baixa o novo clip da música "Último dia", sucesso na MTV. Lá está ela com seu som experimental, cool, e figurino extravagante - também de sua autoria. Num dos momentos, ela aparece coberta por penduricalhos de Natal, bolas, fitas e afins. em outros, aparece com a camisola da avó. " adoro botar essas cargas reais nas minhas coisas", diz. Bonito de se ver.

O quarto não destoa assim do resto da casa, como se apenas ali morasse uma jovem transgressora e criativa, filha de pais conservadores no estilo. ao contrário. olivia é filha de mãe arquiteta e pai empresário, porém, extremamente compreensivo às viagens estéticas das duas. olivia e a mãe, Cândida Tabet, têm gostos parecidos e vira e mexe vão juntas bater perna em feirinhas de antiguidade. Voltam sempre com um belo vidro de murano ou algum objeto inusitado. Com a mãe, olivia também aprendeu a conhecer e admirar o valor de uma obra-de-arte. "Quando eu era menina ela me mostrava um quadro e perguntava o que eu sentia", lembra. a curadoria de Cândida está ali, instalada nas paredes ou displicentemente colocada atrás de uma poltrona assinada, como estão os três trabalhos de Vik Muniz, recentemente adquiridos. Há também Jac Leirner, Wesley Duke Lee, Lígia Clark, Tarsila e Di Cavalcanti, além de Dalí e Picasso.

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