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Encontro
MIRO por Adriane Galisteu
Numa brincadeira com a apresentadora, um dos mais consagrados fotógrafos brasileiros posou para fotos e falou sobre sua carreira e família

Bianca Zaramella

Fotos: Adriane galisteu

Adriane Galisteu: Você se lembra quando foi seu primeiro clique, mesmo que não tenha sido profissional, mas quando você percebeu que era isso que você queria fazer de sua vida?
Miro: Eu sabia que queria trabalhar com publicidade, e a fotografia aconteceu de repente. Eu entrei na Estrada Propaganda, que na época atendia a conta da Rhodia, por conta de uma amiga da minha tia que trabalhava lá e me apresentou. Comecei como estagiário de fotografia. Fiquei um ano no laboratório com o (Mario) Daloia, depois eu fui para o estúdio e comecei a ser assistente dele.

Aquilo te encantava de alguma maneira ou era uma forma de sobreviver?
Me encantava.

Hoje tem uma diferença enorme do que significava fotografia naquela época. O dinheiro que você ganhava era diferente do de hoje, tinha que ter muito amor à profissão. Foi uma escolha fácil?
Pois é, tanto que quando eu vim para São Paulo (aos 20 anos) meu pai disse: "Meu filho, não sei o que você vai fazer lá porque você é muito burro".

Que delicado o papai, aquele que realmente apoia a carreira do filho...
Eu acho que ele não queria que eu viesse para São Paulo. Tanto que quem me sustentou aqui foi minha irmã e não ele, até eu começar a receber salário como estagiário de fotografia. Eu ganhava 480, não me lembro da moeda da época....

Quando foi seu primeiro grande momento como fotógrafo?
Foi fazer o primeiro anúncio para a Lycra.

Fotos: Adriane galisteu
Miro, com uma rosa vermelha nas mãos, em fotos feitas pela apresentadora
Fotos: Adriane galisteu

Te deu uma boa grana e grande repercussão?
Como era o lançamento e ninguém sabia o que era, a Dupont fez muita coisa em torno disso.

Como você vê hoje o universo da fotografia e da moda no Brasil?
Quando eu comecei a fotografar, o Trípoli foi o grande responsável pela virada da fotografia na moda deste País. Na época ele fazia Cláudia Moda. Trabalhei com ele quatro meses, não deu muito certo e a gente se separou

Em que ano foi isso?
Acho que por volta de 1977 ou 78.

Você acha que o mercado é diferente do daquela época, já que existiam menos publicações e hoje temos várias?
Vou te dizer uma coisa muito particular. Se você pegar uma imagem da época, da Cláudia Moda, é melhor do que o que é feito hoje.

Você acredita que a foto boa é aquela que não envelhece?
É eterna.

Um bom fotógrafo consegue deixar sua assinatura na foto através da imagem?
Sim, concordo.

Você me parece muito criterioso para aceitar um trabalho. Diz mais "não" do que "sim"? Não estou falando de dinheiro, mas sim de conceito.
Normalmente, quando alguém me procura é porque sabe que é algo que vai me encantar. Se eu falei "não", foram pouquíssimas vezes.

Eu tinha uma sensação de que você já tivesse dito muitos "nãos" em sua vida...
Aliás, é uma palavra que eu não aprendi a falar. Vou te dizer uma coisa que ninguém sabe: eu não escrevo a palavra "não". O porquê, eu não sei.

Viver hoje em dia dizendo somente "sim" para as pessoas é duro. Às vezes, um "não" é mais importante do que um "sim". Mas isso é uma superstição?
É uma coisa que eu notei há algum tempo atrás, porque eu escrevo muito.

O que você gosta de escrever?
Não tenho laptop, computador, nada. Escrevo os afazeres do dia.

O que uma foto tem que ter para te agradar?
Na época em que eu morava no interior e tomava conta da loja do meu pai, virava e mexia eu comprava umas revistas como a Manchete, Jóia. Me marcou muito uma foto que era uma mão segurando um patinho, que era de um fio da Rhodia. Quando eu comecei a trabalhar com o Daloia, eu vi um cromo e descobri que a foto era dele. É uma das poucas coisas de que me lembro...

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