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DNA brasileiro
Estamparia, tecidos leves, suingue e sangue bom: Isabela Capeto e Neon (por Dudu Bertholini e Rita Comparato) remontam o código genético da moda nacional na temporada do verão 2010

Detalhes preciosos e coloridos fazem a diferença na passarela de Isabela Capeto

Isabela Capeto
verão 2010

A estilista, que ganhou fama pela moda artesanal sempre com muitos bordados, nessa estação propôs uma nova linha de trabalho, baseada no princípio de Robert Rauschenberg - artista norte-americano que foi um dos precursores da Pop Art - de inovação de materiais. Por isso, no press release da coleção, havia a seguinte citação do artista: "Não existe razão para não considerarmos o mundo uma pintura gigante. Eu confio em materiais que me confrontam, porque isso me coloca em contato com o desconhecido. Aí, então, eu começo a trabalhar...

Quando eu não tenho o conforto da certeza." Além disso, Isabela Capeto olha para o período pós-Segunda Guerra Mundial, época turbulenta em que o otimismo ressurge depois das adversidades. Na passarela, tudo isso se traduz em estampas de flores com alma pop, algumas peças cobertas por camadas de tinta, outras derivadas de uniformes militares, mas muito femininas e desejáveis, em cáqui. Calças utilitárias, de seda transparente com fio dourado ou de sarja, renovadas pela modelagem afunilada nos tornozelos. Belas estampas paintball, em tons de amarelo, cinza, bege e preto.

Tiras de tecido paetizado e pintado, que constroem todo um vestido vazado. Curioso o uso de latas nos penteados das modelos, substituindo os prosaicos bobs. Em resumo, a estilista se mostrou bem-sucedida na empreitada de renovar o repertório, manter a identidade e propor roupas sintonizadas com os trends do momento, como os deliciosos vestidinhos acinturados ou balonês, a calça boyfriend usada com bolero curto, os macacões e as peças com delicadas transparências zebradas.

Neon verão 2010

Calçadão urbano é o nome que Dudu Bertholini e Rita Comparato deram ao verão 2010 da Neon. O clima - e o nome - não podiam ser mais adequados. Transferindo a passarela para a marquise do Parque do Ibirapuera, a dupla levou convidados, jornalistas e compradores para um desfile quase a céu aberto.

O próprio release descrevia o ambiente: "Fresco de uma tarde de domingo em São Paulo."As roupas? Neon em seu mais puro estilo. Aquele clima sofisticado, que buscava retomar valores clássicos de feminilidade com perfume de alta-costura, é agora substituído por formas amplas e esvoaçantes que deram fama à marca. Quase como uma seleção "o melhor da Neon", o desfile começa trazendo de volta os caftãs, macacões, vestidos, blusas e saias de modelagem amplas, geralmente estampados com motivos étnicos e depois com listras pretas e vermelhas, em bons vestidos (um longo bem largo e um mais curto de corte quadrado).

O divisor de águas, contudo, vem com as estampas de folhagens aquareladas, extremamente coloridas, no ótimo look composto por vestido seco e blazer de proporções reduzidas. Daí para frente, a coleção ganha um pouco mais de energia. Formas justas de bodys passam a contrapor mais eficazmente as calças, saias e caftãs sempre bem amplos. A cartela de cores é um deleite à parte, nudes e tons pastel são combinados com tonalidade fluo, cores acesas com outras apagas, acabam mostrando uma verdadeira aula de coordenação de cores. Exemplos: o look de Daine Conterato formado por pantalona com recortes de cor, assim como o blazer largo sobreposto ao body nude.

Ou então o caftã de faixas coloridas composto por vários recortes de toalhas e a blusa deep-dye de Viviane Orth. Sem contar os inúmeros maiôs quase sempre bicolores, que se mostravam como um dos melhores beachwear da temporada. Sem reinventar a roda, a Neon traz um verão que, com certeza, não vai desapontar suas consumidoras, mas que no fim carece do frescor da coleção passada. Sem perder sua identidade, a dupla de estilistas pode muito mais do que fazer caftãs estampados.

 

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