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Estilo Casa
O avesso da cor
A casa da designer Serpui Marie em São Paulo é crua e neutra como uma tela a ser pintada. Atmosfera cool para a alma inquieta de artista

Silviane Neno FOTOS Rogério Albuquerque/Ag.IstoÉ

Na foto maior, Serpui Marie na sala de estar. Os bancos BARCELONA e a tela na foto abaixo são as únicas peças coloridas do ambiente. Os móveis são da Forma e o abajur da extinta House Garden
Acima, a cartela da coleção da designer. Explosão de cores nas bolsas e MINIMALISMO em casa. A sala de jantar tem mesa Le Courbusier e cadeiras de heranca de familia

A PORTA DO ELEVADOR se abre e... ops, andar errado! Antes da meia volta, uma voz simpática ecoa no hall quase desnudo. Serpui Marie, a designer das bolsas coloridíssimas, está de preto dos pés à cabeça e o apartamento que surge por trás dos cabelos negros é inteiro... branco. Surpresa? Ela se adianta e explica antes mesmo da pergunta: "Meu trabalho é tão colorido que quando chego em casa quero enxergar o preto, o branco, o neutro...".

De fato, a única cor que se vê ali, é de uma aquarela logo na entrada, presente de uma amiga. Quando comprou o amplo apartamento de 350 metros quadrados, nos Jardins, zona nobre de São Paulo, Serpui tinha na cabeça que ele seria o contraponto de suas criações. Foram poucas as modificações. Um dos quartos foi demolido para ampliar a sala e ali também funcionar um escritório. O piso de lajota foi substituído pela madeira clara. As inúmeras janelas não ganharam cortinas de propósito. Serpui queria luz natural o dia inteiro.

Os poucos móveis foram escolhidos a dedo. Todos clássicos do design, assinados. Uma das raridades são as cadeiras da sala de jantar herdadas da casa dos pais. Há ainda peças da primeira coleção do arquiteto Arthur Casas. Filha de armênios, artesãos por natureza, Serpui cresceu cercada por um universo povoado por borboletas e cestarias. Começou a tecer ali, ainda menina, o que seriam suas referências de trabalho. Hoje, a marca que leva seu nome é uma das grifes brasileiras mais conhecidas no Exterior. Mais de 85% de sua produção é exportada, a maioria para os Estados Unidos e Japão, vendida em lojas como a Sak's, Bergdof Goodman e Takashimay - a loja de departamentos mais bacana do Oriente.

Quem compra? Gisele Bündchen, Meg Ryan e Madonna, entre outras. Mas, voltando à casa: a cozinha acompanha o tom minimalista da sala e demais ambientes. Branco total. O luxo está nas poucas peças como o centro de mesa Teperman ou no aramado dos irmãos Campana e na louça da portuguesa Vista Alegre. Mas Serpui anda mesmo disposta a sucumbir à cor nos domínios domésticos, apesar do apego ao avesso dela.

Anda pensando em adquirir um quadro da artista plástica Isabelle Tuchband, a nossa Frida Kahlo - com uma mão um pouco mais leve e alegre que a da mexicana. A tela que ela tem em mente é retrato feito por Tuchband, tão colorido quanto o mundo que ela finge não existir em casa, mas caminha a tiracolo em seu cotidiano.

 



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