 |
Seltom Mello na Picadilly Circus, em Londres, onde rodou Jean Charles
|
SELTON MELLO ESTÁ EM MAIS DE 350 SALAS de cinema no Brasil e nos últimos 30 dias foi visto por mais de dois milhões de pessoas. Esse é o resultado da coincidência de estar em cartaz simultaneamente em três filmes bem distintos: A Mulher Invisível, Jean Charles e A Erva do Rato. Aos 36 anos, ele põe à prova sua versatilidade como ator mas não acredita que seu talento flerta com a unanimidade nacional.
"Tem gente que te acha uma farsa e que você não deveria sequer se levantar da cama para fazer as coisas", diz. Os filmes também fortalecem a constatação de que Selton é atualmente o ator brasileiro mais identificado com a sétima arte, já que passou os últimos dez anos longe das novelas por se sentir um "burocrata da televisão". Mas ele é surpreendente e diz agora que pode voltar às tramas até o fim do ano e começar a se sentir um "burocrata do cinema".
O que não muda mesmo é discrição com que conduz sua vida afetiva: "Tenho muito mais relacionamentos do que o mundo imagina", admite, acrescentando que não tem a menor vontade de casar ou morar junto e que vê com simpatia a ideia de se tornar pai solteiro.
O que significa ter três filmes em cartaz?
Pois é, que 'troço' louco. Na realidade, isso não me agrada em nada. É muita exposição, uma coisa da qual eu sempre procuro fugir. Mas isso está fora do meu alcance e foi uma coisa das distribuidoras, que acharam que era um bom momento. Preferia que fossem exibidos um de cada vez, mas tem um lado bom, de traçar um panorama das minhas escolhas: uma comédia mais comercial, que busca um público grande, que é A Mulher Invisível; um drama baseado em uma história real, com uma pegada de documentário, o Jean Charles; e por fim, um filme de autor, A Erva do Rato. Isso espelha bem como procuro me movimentar, fazendo coisas comerciais e autorais.
 |
O ator conta que atravessava uma crise com a profissão na época em que filmou na capital inglesa
|
PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>