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Um retrato de Caetano
Em documentário produzido pela ex-mulher Paula Lavigne e dirigido por Fernando Grostein Andrade, o cantor revela seu lado engraçado e se despe, literalmente

Marina Monzillo FOTO Julia Moraes/Ag. IstoÉ

Caetano Veloso, em São Paulo, na pré-estreia de Coração Vagabundo: "O filme não foi planejado, se tornou"

O CORAÇÃO VAGABUNDO de Caetano Veloso é de Paula Lavigne. Foi da empresária e ex-mulher do cantor a ideia de transformar as imagens captadas para os extras do DVD da turnê A Foreign Sound em algo maior: um documentário de 50 minutos sobre os bastidores dos shows em São Paulo, Nova York e Tóquio. Paula também é a produtora e a responsável por descobrir o jovem diretor do longa, Fernando Grostein Andrade, que é irmão de Luciano Huck. "Ela viu um curta do Fernando e o convidou para fazer o DVD do show. O filme não foi planejado, se tornou", declarou Caetano, na terça-feira 14, pouco antes da pré-estreia de Coração Vagabundo, que chega ao circuito na sexta-feira 24.

Também é de Paulinha o rosto que primeiro aparece na tela, quando a projeção começa. Ela surge chamando a câmera para espreitar o banheiro do quarto de hotel. Lá dentro, Caetano está nu em frente ao espelho, fazendo a barba. "Quando montei o material, cortei a cena justo na hora em que a porta abre. Quando mostrei para a Paula, ela falou: 'O quê? Você cortou o melhor!'", lembrou Fernando.

Fotos divulgação

O casal se separou durante as filmagens, que ocorreram entre 2003 e 2005. Em certo momento do longa, observando uma paisagem no Japão, o cantor comenta a tristeza que estava sentindo em relação a sua vida pessoal. Mas é só. No resto do tempo, Paula aparece como a esposa cricri em cenas engraçadas, como no episódio em que Caetano pede para que consiga o telefone de Cinema Gisele Bündchen e ela se recusa. Em depoimento, o cineasta Pedro Almodóvar revela que a ex-mulher do amigo é uma inspiração para as personagens femininas fortes que cria.

Mas Coração Vagabundo é sobre Caetano, e o cantor se revela em várias cenas: filosofa sobre religião, política e a velhice. Mostra-se surpreendentemente engraçado e bastante autocrítico. "Parecia um subdesenvolvido, com um inglês arrastado. Não me senti nada bem", desabafa para a câmera, sobre a dificuldade em dar entrevista a um talk show da tevê americana.

Apesar de desnudar Caetano, o projeto se posiciona como despretensioso. "Não tive a intenção de fazer um longa biográfico para definir o artista. Isso seria impossível", disse o diretor. "Quis fazer apenas uma viagem, um recorte sobre um período da vida do Caetano."

 



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