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O Rei da animação
Diretor da trilogia A Era do Gelo, o brasileiro Carlos Saldanha conta como de programador foi parar no mundo do cinema, fala sobre sua rotina nos Estados Unidos, e sobre seu novo projeto intitulado Rio

Bruno Deminco foto Murillo Constantino/Ag. IstoÉ

"Vai ter muita música, muito colorido, pássaros, porque eu adoro fotografar aves", conta Carlos Saldanha, sobre a animação Rio
A Era do Gelo 3 é, no momento, a segunda maior bilheteria do ano no Brasil

O filme A Era do Gelo 3 liderou as bilheterias na primeira semana de exibição no Brasil e levou mais de um milhão de pessoas para rir das divertidas aventuras do mamute Manny, da preguiça Sid e do tigre Diego e sua turma glacial. Os números consagram o longa como a segunda maior bilheteria do ano em todo o território nacional. Este sucesso tem um gosto muito especial para um dos principais responsáveis pela animação.

Por trás dos efeitos em 3-D dessa terceira edição, da mágica sincronia entre voz e personagens e dos cenários fantásticos, está o diretor brasileiro Carlos Saldanha. Desde cedo, este carioca sempre foi muito inquieto. Se tivesse seguido à risca o ditado que diz que a pressa é inimiga da perfeição, talvez não tivesse ingressado tão cedo em uma universidade. Na época em que prestou vestibular, com apenas 16 anos, ele até pensou em tentar o curso de artes plásticas, mas foi logo barrado pela família. "Eu era novo e meus pais falaram: 'arte não dá emprego'. Aí fiz o curso de computação, que adorei", lembra ele, que chegou a trabalhar como programador até os 21 anos. Só que, mais uma vez, sua inquietação falou mais alto.

Mesmo com uma promissora carreira pela frente, Carlos decidiu resgatar seu antigo dom de desenhar. Ele descobriu um curso de animação em Nova York que unia suas duas grandes paixões, a computação e o desenho. Com pouquíssimo tempo para pensar, intimou Isabela, então sua noiva, a casar e mudarse com ele para os Estados Unidos. Convite aceito, o casal foi para Manhattan, Nova York, onde viveram durante 11 anos até se transferirem para Hoboken, em New Jersey. De um curso técnico, Carlos ingressou no mestrado e logo arranjou emprego na produtora de animação Blue Sky. Depois de alguns anos fazendo vinhetas para comerciais e televisão, a empresa foi associada ao estúdio Fox.

Naquele momento Carlos viu que poderia realizar um grande sonho seu. "Eu sempre desejei fazer cinema", confessa. Depois do sucesso da trilogia de A Era do Gelo, ele embarca em uma nova empreitada. Seu novo projeto chama-se Rio e, como o próprio nome destaca, vai usar a Cidade Maravilhosa como pano de fundo. "Vai ter muita música, muito colorido, pássaros, porque eu adoro fotografar aves. Eu vou juntar todos esses elementos e contar uma boa história", adianta. Em meio a uma rotina apertada de trabalho Carlos valoriza os momentos que passa ao lado da esposa, Isabela, e das três filhas: Manoela, 12, Sofia, 8, e a pequena Júlia de apenas 1 ano e meio.

Nos fins de semana, a família deixa o ritmo pacato do subúrbio para se aventurar em Nova York. "A gente gosta de almoçar por lá, visitamos museus, vamos a parques, gostamos de bater perna mesmo", conta. Carlos preza por tomar o café da manhã com toda a família como manda a tradição americana. Só que dentro de casa, só se fala português. Ele, que completou 41 anos na segunda-feira 20, vai ganhar um presente especial no dia dos pais deste ano. Seu primeiro filho menino deve nascer em agosto e se chamará Rafael.

 



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