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Casa
O que é que o baiano tem?
O arquiteto mais festejado da Bahia mostra seu novo endereço em São Paulo, composto por suas referências estéticas e influências de regionalismo cosmopolita

Silviane Neno FOTOS Murillo Constantino/Ag. IstoÉ

David Bastos no home-office cercado por livros e muitas fotografias.Uma grande porta de correr ISOLA o ambiente quando o momento exige mais privacidade.Abaixo, a sala de estar. Os móveis são da Casual e os quadros de José Rufino.
Fotos de Pierre Verger
No canto acima, a suíte principal com cama da Madeira Bonita. As fotos são de CHRISTIAN CRAVO. Ao lado, o quarto de hóspedes.

TEM MARIO CRAVO NETO? Tem. Tem Pierre Verger? Tem. Tem Carybé? Tem. E Marepe? Também tem. Mas a casa do arquiteto baiano David Bastos, em São Paulo, tem ainda muito mais. Se você já foi à Bahia, sabe: todo bom conterrâneo de Dorival Caymmi gosta de receber. Baiano é povo acolhedor por natureza, e como tal não se acanha em abrir as portas de casa, principalmente quando ela é motivo de orgulho.

O flerte de Bastos com São Paulo já contava anos quando ele finalmente decidiu ter um endereço próprio na cidade. Decidiu, aliás, por dois endereços: um escritório e um apartamento para chamar de seu. Eram muitos os projetos e clientes fora de Salvador. David acaba de concluir a nova casa do publicitário Nizan Guanaes e o restaurante L´entrecôte de ma Tante, o novíssimo bistrô de Olivier Anquier. Depois de tanto vai e vem a conclusão foi a de que chegara a hora de se dividir entre as duas cidades.

David tinha na cabeça um bairro: os Jardins, zona nobre da metrópole. Encontrado o espaço ideal, num prédio dos anos 60, ele partiu para a reforma. Botou abaixo todas as paredes do apartamento com estrutura de família grande. Em oito meses, os quatro quartos deram lugar a um enorme loft com duas suítes e uma imensa cozinha integrada à sala. David acompanhou a reforma passo a passo e cuidou ele mesmo do décor. Aos poucos vinha comprando móveis e peças, já pensando na nova casa paulistana. Uma das aquisições foi o conjunto de 50 quadros do paraibano José Rufino e fotos de Mario Cravo e Verger, o francês mais baiano do Brasil.

David quis dar ao novo lar um ar mais sóbrio, mais urbano. As paredes foram tingidas de cinza e o piso coberto por grandes placas de Limestone. Na sala principal uma das paredes foi revestida por placas de espelho que provocam a proposital impressão de amplitude. As cortinas de veludo e as poltronas de couro envelhecido, além de alguns quadros com moldura antiga, dão o tom clássico ao cenário moderno, uma característica do trabalho de David Bastos, que começou como decorador antes de assumir o arquiteto que havia nele.

"Fiz arquitetura porque gostava de saber como as pessoas moram", conta. "Presto atenção em tudo, em revistas, em fotos, livros, quadros, nas pessoas e até no que elas dizem... Assim fui afinando meu olhar." Se a cozinha do apartamento de David estivesse numa mostra de decoração, ela poderia fácilmente ser batizada de "cozinha do gourmet". Equipadíssima, pronta a corresponder às firulas de um chef exigente. Mas Bastos sequer sabe cozinhar. Fez tudo daquele jeito, profissional, apenas para receber os amigos e entregar as caçarolas a quem de direito. A grande mesa é um convite a ficar um bocadinho mais e jogar conversa fora. Ele abre uma caixa e generosamente oferece deliciosas amêndoas cobertas por um chocolate dos deuses. Os compartimentos do freezer horizontal estão cheios de bebidas para todos os gostos.

Os baldes de prata estão a postos em cima do balcão, esperando que alguém apenas reponha o gelo, sempre pronto na máquina. É uma casa que te abraça. Como se todo dia fosse noite de festa. David diz que, no fim de tudo, o que o olho identifica como belo acaba sendo a coisa mais simples. Algo como a "elegância sutil de Bobô" - o ex-jogador de futebol do Bahia, é claro, campeão brasileiro de 1988, exaltado por Caetano em uma de suas canções. Ao fundo, é Bebel Gilberto quem canta baixinho nas caixas espalhadas pela casa. E Bastos se despede com um sorriso, respondido com um abraço. E abraçá-lo é como abraçar a Bahia numa tarde fria em São Paulo.

Na foto maior, a cozinha, produzida pela Kitchens com equipamentos da Viking.No canto, detalhe da copa, máquina de gelo e o abajur feito a partir de um vaso de madeira

 



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