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Harry Potter (Daniel Radcliffe) e Dumbledore (Michael Gambon) em cena do sexto filme da saga
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UMA DAS ESTREIAS mais aguardadas do ano, Harry Potter e o Enigma do Príncipe tem um início empolgante, provavelmente o mais grandioso dos seis filmes da série já feitos. Os comensais da morte, exército do mal liderado pelo Lorde Voldemort, estão à solta por Londres. Tomadas aéreas da cidade mostram as nuvens negras causando destruição, inclusive o colapso da Millenium Bridge, um dos símbolos recentes da capital inglesa.
A cena é de tirar o fôlego (principalmente se assistida no formato IMAX e em 3D, disponível na cidade de São Paulo). Mas no decorrer das quase três horas de filme (duração que pode ser maçante para quem não é fã da saga), a aventura e a ação cedem espaço, e a história escapa para o humor e o romance, uma novidade bem-vinda ao universo do bruxinho Harry Potter e seus colegas. Agora adolescentes, eles estão prestes a descobrir as delícias e agruras do amor. Harry já não consegue esconder o que sente por Ginny, irmã de seu melhor amigo, Ron, que por sua vez, arranja uma namorada melosa e parte o coração de Hermione.
Com isso, o embate entre o bem e o mal ficou para o último capítulo, Harry Potter e as Relíquias da Morte, a ser lançado em duas partes, em 2010 e 2011. Mas isso não significa que o atual filme seja arrastado. Pelo contrário, fatos importantes ocorrem aos montes e podem até deixar perdidos aqueles que não leram a obra completa de J.K Rowling. Este sempre foi o ponto fraco dessas adaptações: se adequar a um público maior do que o dos livros.
(Classificação Indicativa: a conferir) Marina Monzillo