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Na passarela de Armani Privé, a elegância do azul profundo e a sobriedade da alfaiataria do estilista Giorgio Armani |
Desfiles menores e mais intimistas resgataram o espírito das maisons de alta-costura nesta temporada. Nada de shows com grandes cenários e detalhes rebuscados. Em Paris, mais uma vez, o desafio era cortar gastos sem perder o glamour. John Galliano, por exemplo, levou seus convidados aos salões da própria grife, em plena Avenue Montaigne, repetindo o esquema de Christian Dior nos anos 50.
Na passarela, modelos exibiram corseletes ajustados com meias finas e vestidos de cores fortes como rosa, amarelo cítrico e laranja. Armani Privé também recebeu uma plateia pequena para sua apresentação. Vestidos de festa em tons de azul e uma impecável sequência de looks em alfaiataria marcaram a coleção mais sofisticada de Giorgio Armani. Para negar os rumores de que deixaria seu posto na Chanel, o estilista Karl Lagerfeld resgatou o que há de mais chique para o inverno das poderosas clientes da marca em um cenário clean, em tons de branco.
Nesta coleção, seus famosos tailleurs ganharam elegância com cintura marcada, meias rendadas e sapatos modelo Oxford, que prometem ser o hit da nova estação. Uma das poucas surpresas da temporada foi o ousado desfile de Christian Lacroix. O estilista criou toda a coleção sem gastar um euro por conta de sua declaração de falência, no início do ano. Uma busca de investidores resultou num trabalho impecável com cortes perfeitos, tecidos sofisticados e cores neutras. Para finalizar, uma noiva barroca que arrancou muitos aplausos da plateia e faixas com declarações de "Lacroix Forever".
Barroco, camarim e Grã-Bretanha
A noiva barroca que fechou o desfile de Christian Lacroix (1). Na coleção de John Galliano, um resgate de referências de backstage com modelos semivestidas e muita sensualidade para a Dior (2). Karl Lagerfeld buscou elementos de Coco Chanel e referências da aristocracia britânica para deixar o inverno da Chanel ainda mais elegante (3)