COMO O ÓTIMO Vinho e Guerra, de 2002, que relaciona o universo da bebida com a história do mundo ao revelar detalhes do papel que o vinho desempenhou na resistência francesa à invasão nazista durante a Segunda Guerra Mundial, o recém-lançado A Viúva Clicquot (Rocco, 304 págs., R$39,50) segue o este caminho ao unir em suas páginas a saga de uma mulher, do champanhe e da Europa no período napoleônico.
Aos 27 anos, Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin perdeu o marido, François, e teve de assumir a vinícola da família. Como ressalta a autora, Tilar J. Mazzeo, naquela época as únicas mulheres que possuíam liberdade social para ir atrás do próprio dinheiro eram as viúvas.
Mas Barbe-Nicole foi mais longe do que qualquer outra ao fundar uma das casas de champanhe mais famosas do planeta, a Veuve Clicquot.
Sua audácia a faz parecer uma mulher de negócios do século 21: inventou técnicas (graças a ela, o espumante é cristalino), estava sempre com um olho no futuro e focou seu produto na rica burguesia que ascendia pós-Revolução Francesa. Uma mulher tão extraordinária rendeu uma narrativa empolgante que supera a falta de documentação e registros oficiais sobre sua vida.
Marina Monzillo
Li e gostei Isabeli Fontana
"Olha, estou lendo um livro que é fantástico, chama-se O Sucesso é Ser Feliz, do Roberto Shinyashiki. Todas as frases são um aprendizado de vida" (Gente, 198 págs., R$ 32,90)
Isabeli Fontana é modelo e sócia do restaurante 3P4