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Ator boa-praça
Aílton Graça, que foi camelô, fiscal de lotação e mestre-sala e hoje é dono de um restaurante, conta que tem orgulho de seu passado e viverá o marido de Camila Pitanga na próxima novela das sete da Globo

Aina Pinto foto Cauê Moreno/Ag. IstoÉ

Aílton Graça, em seu restaurante, em São Paulo: "Cozinho coisas simples, mas só em casa"

Um dos próximos projetos de Aílton Graça, 44 anos, é um filme sobre Nenéo, compositor quase desconhecido, mas com músicas gravadas pelos mais populares cantores nacionais - entre eles, Roberto Carlos. Também por causa do autor, Aílton entrou para um grupo de artistas que tiveram a imagem associada a uma canção, como Débora Bloch e "Bete Balanço" ou Regina Duarte e "Dona". No caso de Aílton, a música é "Meu Ébano", tema de seu personagem em sua novela de estreia, América, de 2005.

"Até hoje, quando vou a alguns lugares, é a primeira coisa que ouço", conta o ator, em cartaz em São Paulo com A Vida que Pedi, Adeus. Na peça, ele monta uma "empresa" cujos funcionários são malabaristas dos sinais vermelhos. O tema é espinhoso, mas se trata de uma comédia, e Aílton defende a abordagem cômica. "O espetáculo mostra o lado humano dos personagens. Não há prejulgamento", considera.

"Essa realidade não é estranha para mim. Sei que fazemos teatro para um público que tem dinheiro para pagar os ingressos e, por isso, uso meu trabalho como um depoimento." O ator se refere ao próprio passado e conta uma daquelas histórias em que o Brasil é pródigo: de superação. Ele foi camelô, vendedor de calçados, fiscal de lotação, passista e mestre-sala em pequenas escolas de samba paulistanas.

"Tenho orgulho do que vivi. Não tenho vergonha de dizer que ia para o Paraguai para comprar coisas e vender aqui para pagar meus estudos. No trem, ficava observando o que mais vendia para poder ganhar algum dinheiro com aquilo", conta. Aílton trabalhou por nove anos em um grupo teatral que se apresentava para pacientes de um hospital e, por indicação do amigo Marcos Frota, fez escola de circo e virou trapezista.

Foi arte-educador na antiga Febem. "Agora, vejo o que eu ensinava sendo apresentado nas esquinas", constata. Também fez parte do Centro de Pesquisas Teatrais, o CPT, de Antunes Filho, que o dirigiu em Xica da Silva (1988). A partir daí, fez dezenas de peças até começar no cinema, em Contra Todos e Carandiru, ambos de 2003. Foi o papel de Majestade, no filme de Hector Babenco, que lhe valeu o convite para América e, partir daí, tem feito tipos populares na tevê que muito revelam sobre o próprio ator.

É o cara boa-praça, que convida fãs que o abordam a se sentarem à mesa, é fã de churrasco, samba e futebol - mais precisamente, do Corinthians. "Mas nada mudou. Não gosto que minha rotina seja alterada e preservo isso", diz ele, que é também dono de um restaurante da zona sul de São Paulo.

"Gosto de receber os amigos, mas só cozinho coisas simples, em casa", diz ele, que não se restringe a personagens de origem popular. Já foi Otelo, em 2003, está no elenco de Tempos de Paz, que encerra o Festival de Cinema de Paulínia em 16 de julho, e estará na próxima novela das sete da Globo, Bom Dia, Frankenstein, como marido da personagem de Camila Pitanga.

 



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