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Café da manhã em Plutão
Casal mais bem-sucedido da moda brasileira, a dupla Gloria Coelho e Reinaldo Lourenço segue à risca a mesma fórmula infalível há décadas em suas coleções: transformar conceito em moda; converter poesia em desejo de consumo

A alfaiataria no olhar masculino/feminino de Reinaldo

REINALDO LOURENÇO VERÃO 2010

"Todo mundo sempre me pediu para abordar o Brasil. Achei que essa fosse a melhor hora"

Dos baticuns e ratatás ao batuque contagiante do olodum - o Dna brasileiro foi dominante nesta coleção de reinaldo lourenço. ele, que recentemente assinou uma parceria inédita com a C&A (como noticiamos aqui na coluna, com exclusividade), desabafou comigo, poucos minutos antes da modelo Gracie Carvalho abrir o seu desfile de verão 2010: "Você sabe melhor do que ninguém, a imprensa sempre cobrou mais brasilidade nas minhas coleções. acho que a hora é essa."

O sorriso discreto e a serenidade sempre foram peculiares em reinaldo, que conheço desde que ele começou, no início dos anos 80, ainda como assistente de Gloria Coelho. logo a bateria de top models - Daiane Conterato, isabeli Fontana, Viviane orth, Camila Finn - adentrou a passarela que foi armada na Faap, locação que já virou uma tradição para os desfiles do estilista. no corpo, carregam a inspiração de reinaldo em forma de roupas e acessórios: "essa coleção é toda baseada no ciclo do café. na bebida, na lavoura e até no café onde a gente se encontra com os amigos para colocar a conversa em dia." sendo assim, tonalidades como os marrons, beges, vermelhos, verdes e pretos foram predominantes nas silhuetas ultrafemininas, com decotes generosos, minicomprimentos.

O ciclo do café estava ali: nas telas das viseiras, que imitavam as telas das peneiras, na ráfia resinada, que imitava as sacas de café, nas estampas coloridas, que imitavam um cafezal maduro, nas pedrarias e contas, que imitavam os grãos. a alfaiataria foi remodelada de modo surpreendente, com ancas da Belle Époque em vestes e casacas acompanhadas por calças retas ou shorts bem curtos.

Coisas que ele, conhecido como o "poeta" da moda brasileira, sabe fazer como poucos. e quando parecia que reinaldo já tinha mostrado inovações suficientes, veio uma bela série de vestidos de organza. o jogo das transparências, os recortes geométricos e as estruturas de barbatanas mostraram, mais uma vez, a capacidade ímpar que reinaldo lourenço tem de provocar o desejo de consumo. era essa, aliás, a sua intenção: "Quero que as mulheres tenham muita vontade de ter toda a coleção no armário." missão cumprida.

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