- Anuncie
- Assine

 
 
 
Televisão // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 

 


"Tive uma crise aos 50"
A atriz Totia Meirelles, que interpreta Aída em Caminho das Índias, fala sobre o casamento a distância com o médico Jayme Rabacov, sem filhos e diz que gosta de curtir sobrinhos e netos "emprestados"

Macedo Rodrigues fotos Daniela Dacorso/Ag. IstoÉ

Na sala de seu apartamento no Rio, ela diz que nunca brigou com seu companheiro

Ela mora na Fonte da Saudade, na zona sul do Rio; ele, em Miguel Pereira, no interior do Estado. O casamento a distância de Totia Meirelles, 50 anos, com o médico Jayme Rabacov, 54, é quase sempre apontado como um modelo de relacionamento não convencional que deu certo. Mas a atriz é a primeira a derrubar a fantasia que muitas pessoas fazem sobre essa "fórmula ideal de convivência".

"Muitas vezes, morar longe do marido é um saco. Volta e meia sinto falta de ter a companhia dele para jantar fora, para conversar ou só para estar aqui ao meu lado, em casa. É natural, você tem carências, sente saudades", observa Totia, na sala de seu aconchegante apartamento.

Nessas horas, nem a comunicação quase que diária pela internet ajuda. "A gente usa o skype direto, mas não é a mesma coisa. Sem falar que ter duas casas é ter trabalho dobrado", diz a atriz, que está casada há 18 anos com Jayme, mas só viveu com ele sob o mesmo teto nos primeiros dois anos. "Foi uma decisão de vida dele que eu respeitei. E a gente encontrou um equilíbrio, mas é difícil, sobretudo quando acontece um fim de semana em que eu não posso ir ao sítio, nem ele descer aqui para casa."

Apesar de alguns desencontros, porém, ela diz que há mais prós do que contras em seu casamento com Jayme, um marido supercompanheiro com quem garante nunca teve uma briga sequer. "Sei que vão pensar que sou louca, mas a gente de fato nunca brigou. E olha que quando fico fora de mim, fico meio estúpida, reconheço. Mas como vou brigar com uma pessoa que não quer brigar? Ele não dá a menor linha para minhas crises", diz ela. Se sua vida fosse um filme, ela tem certeza de que seria uma comédia romântica.

A atriz, que vem brilhando como a psicóloga Aída, de Caminho das Índias, também não encara os 50 anos, completados em outubro do ano passado, como um mar de rosas. Ela conta que desejava muito alcançar esta idade. "Estava louca para fazer 50. Acho que é uma fase muito bonita para a mulher", diz. Mas admite que logo depois de apagar as velinhas, sentiu o peso. "Tive uma crise aos 50. Envelhecer é muito ruim. A decadência corporal está aí. Você começa a despencar mesmo e a perder coisas que não vai recuperar mais, tipo a qualidade da pele. Começa a ganhar gordurinhas, cada vez mais difíceis de sair. E uma noite maldormida é um martírio no dia seguinte", comenta.

Sem filhos, Totia não sente falta de ter sido mãe. "Hoje em dia, tem horas que dou graças a Deus por não ter tido. Porque a coisa mais difícil deste mundo é educar um ser humano", conta a atriz acrescentando que se dá por satisfeita com seus 19 sobrinhos, cinco sobrinhos-netos e um neto recém-chegado e emprestado - o filho de Olívía, sua enteada de 31 anos.

Este último, à propósito, é o xodó da casa. Há retratos do menino, Santiago, de apenas sete meses, por todos os cantos da casa. "Ele é a coisa mais querida, a mais fofa. No fim do mês passado, passamos um fim de semana com ele no sítio e foi uma delícia ficar 24 horas curtindo. Ou seja, pulei a parte chata de educar e fiquei com a boa, de deseducar. Agora, só tenho essa função", diverte-se

 



Copyright © 2009 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS