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Gisele está feliz
Antes de subir à passarela da Colcci, Gisele Bündchen fala sobre o casamento com Tom Brady, a relação com o enteado, felicidade e morte, mas faz mistério sobre a gravidez

Gisele Vitória e Luciana Franca / foto capa Jacques Dequeker

"Ela está grávida mesmo", disse um dos bookers internacionais. O maquiador Marcelo Gomes, que trabalha com Gisele na Colcci há duas campanhas, percebeu diferença na personalidade e não nas formas. "Trabalhei com ela durante três dias e a achei muito mais zen, mais calma. O corpo continua o mesmo, ela estava à vontade, com a pele e o cabelo ótimos", disse Gomes.

Após três entradas na passarela, Gisele foi à festa da Colcci no Club Royal, onde permaneceu por cerca de meia hora e não tomou nenhuma gota de álcool. A top trocou a habitual caipirinha por água e sucos, o que reforçou a possibilidade de o primeiro filho da número 1 do mundo estar a caminho.

Você vai fazer 29 anos em julho. Qual sua expectativa para os 30 anos? Como era a Gisele aos 20 e agora, quase aos 30? O que mudou?

Sou tão mais feliz nesta idade. Com o que eu vivi, estou tão mais confortável na minha pele, me conheço muito melhor. Hoje em dia sou mais calma e segura do que quando eu tinha 15, 20 anos. Tive a oportunidade de vivenciar mais coisas e passar por mais desafios. Então, acho que tudo isso me fez aprender, me fez crescer, me fez virar o que eu sou hoje. Eu sou feliz onde estou hoje, não fico mais ansiosa, eu lido com as coisas de uma outra maneira. Para mim, está sendo ótimo estar envelhecendo, não sei se é essa a palavra.

Você realizou, ao que parece, todas as ambições profissionais.

Eu acho que não.

O que falta?

Tive uma oportunidade aos 14 anos de ser modelo, peguei essa oportunidade e só pude dar o meu melhor. Acho que a vida está sempre mostrando oportunidades de maneiras diferentes, não da maneira esperada, mas surgem disfarçadas de alguma outra coisa. Eu tenho muito para viver. Vou fazer 29 anos, tenho várias paixões, coisas que eu adoro.

Quais são suas ambições pessoais?

É cuidar de mim. Acho que quando você é mais jovem, não pensa muito em você, pensa mais no que você tem que fazer e não como vai estar se sentindo fazendo isso. É muito mais uma satisfação imediata do que uma satistação do espírito. O que eu quero é ter calma, ter paciência, me cuidar, é respirar, viver a vida em cada segundo, cada momento que acontecer, com o máximo de intensidade, estar lá no momento presente. Acho que na minha vida eu não vivi muita coisa, fiquei meio que: 'qual que é a próxima?' Fiquei pensando muito no qual seria o próximo dia e no próximo mês e perdi um pouco de aproveitar o que estava acontecendo naquele momento. Eu não quero mais fazer isso. Eu não posso te falar o que vai acontecer daqui a seis meses, se eu vou estar aqui. Eu prefiro viver o aqui e agora. Se tiver que acontecer alguma coisa, pelo menos eu vivi o melhor que podia.

Você tem medo da morte?

Nenhum medo. Eu nunca penso nisso porque acho a morte uma coisa tão natural. Nascer e morrer fazem parte da vida, não somos seres eternos. Como você vai ter medo de uma coisa que é certa? Você não tem controle de como vai acontecer. Quando o avião da Air France caiu você acha que aquelas pessoas pensavam que aquela era a hora delas? Quando chega a sua hora, você tem que ir. Por isso, a vida é tão preciosa. Por que você vai deixar para fazer as coisas amanhã, dizer para sua irmã que ama ela, por exemplo, se você pode não estar mais aqui? O momento é o que a gente tem, o resto não é garantido. Não acho a morte uma coisa ruim, a morte acontece, na minha opinião, quando seu espírito está pronto para ir e você não tem mais o que aprender aqui e eu aceito isso com a maior naturalidade.

"Estou com alguém que tem um coração de ouro,
é uma pessoa maravilhosa e que eu amo muito"

sobre o marido, Tom Brady

Você viaja muito de avião, acidentes como o da Air France não mexem com você?

Não porque eu tenho essa atitude: eu tenho que entrar num avião se não como eu vou chegar aqui, vou de lá para cá? Eu não posso falar agora que quem quiser trabalhar comigo vai ter que vir até mim. Eu não vou parar de viver a minha vida por medo de uma coisa que talvez possa acontecer. Acho que o medo paralisa as pessoas. Eu prefiro não ter medo e viver o máximo do que eu posso porque quando tiver que acontecer uma coisa, vai acontecer.

Aos 28 anos, você já conseguiu tantos êxitos na vida, coisas que as pessoas às vezes levam uma vida inteira talvez para conseguir. O que você acha que te falta? Você tem a sua carreira maravilhosa, se casou, plantou árvores, só falta escrever um livro e ter um filho.

Acho que já passei por muita coisa na minha vida, mas a gente tem sempre uma oportunidade. Acho que todo o ser humano tem isso, de maneiras diferentes, a gente tem escolhas. Eu tenho desafios, só cresci por causa deles, só sou quem eu sou por causa deles. Sem eles, eu não seria eu. Acho que as pessoas podem olhar de fora as coisas que acontecem na minha vida e falar: que menina feliz. Eu sou uma menina feliz mesmo, esse é o maior tesouro que eu tenho. Eu sou realizada porque faço as coisas acontecerem. As coisas não vêm na minha porta. Eu não paro enquanto eu não consigo. Não meço esforços para conseguir os meus sonhos. Acho que isso que é importante. Tem gente que fala: 'essa pessoa tem tudo e eu não tenho', mas o que você fez? Eu sacrifiquei muita coisa e sou grata por isso.

"Sou humana, choro muito. Sou sensível, mas não sou vítima"

O que você mais sacrificou?

Várias coisas. No início, eu sacrifiquei a minha adolescência, eu saí de casa aos 14 anos e tinha responsabilidade, tinha que pagar as minhas contas, eu era uma criança ainda. Com 14 anos morei três meses no Japão sem falar a língua e depois em Nova York. Tive que aprender a me virar sozinha. Isso me fez crescer muito. Hoje sou uma pessoa muito feliz. Eu fui sempre assim? Não, acho que isso é parte de eu descobrir de onde realmente há felicidade. Às vezes a gente acha, 'ah o dia que eu comprar essa casa eu vou ser feliz'. Aí você compra a casa, 'ah o dia que eu comprar essa casa e esse carro eu vou ser feliz'. Nunca o ser humano é feliz com coisas materiais. Eu sei porque eu já não tive, agora tenho, nunca foi isso.

O que é felicidade para você?

É me alimentar bem, acordar bem, saber que sou uma pessoa que vive com integridade, que vou dormir à noite sabendo que fiz o melhor possível, que tenho um relacionamento bom com os meus amigos, com a minha família, ajudando as pessoas que eu posso, vivendo os meus sonhos. Acho que tudo isso faz você ser uma pessoa feliz, porque isso são escolhas. Porque alguma coisa pode acontecer que deixe você para baixo, e isso acontece com todo mundo. Você pode ficar chorando o leite derramado um dia, um mês, um ano, o resto da vida. Sou canceriana e tudo me machuca. Eu acho que quando acontece alguma coisa comigo eu vou tão fundo, eu aceito aquilo.

É parte do que está acontecendo. É como se eu visse isso como uma coisa que vem de fora e que é uma visita. Agora eu estou sendo visitada pela dor, o que a dor quer falar para mim? Por que eu estou sentindo isso? É o meu ego? Eu analiso isso, são vários fatores. Esse sentimento é real? Por que está acontecendo? O que eu posso aprender com esse sentimento? O que ele tem para me ensinar? Ele não está aqui por nada, se está acontecendo, é porque eu tenho que olhar para uma coisa que eu não estava prestando atenção. Será que sou eu que tenho que cuidar mais de mim, que estou me fazendo triste? Será que é alguma coisa fora de mim? Eu analiso isso e transformo em um desafio, em uma coisa positiva. Tudo pode ser transformado numa coisa positiva. Ou negativa. Depende de que jeito você vai olhar para a coisa.

Mas você sofre, você chora?

Com certeza. Eu sou humana, choro muito. Sou sensível, mas não sou vítima. Todo mundo passa por momentos difíceis.

A carreira em Hollywood foi encerrada ou era só o começo?

São coisas que acontecem na vida, aquela coisa de oportunidades. É uma experiência diferente, e falei: por que não? Mas não é uma paixão minha. Eu achei legal fazer. Se alguém me oferecesse uma história nova, alguma coisa que fosse legal para eu fazer... Mas não é um objetivo meu.

Como é essa experiência com o John (o enteado de 1 ano), a sensação da maternidade?

O que eu tenho que falar sobre ele é isso: eu sou muito feliz por ter ele na minha vida. Ele é uma parte muito boa da minha vida. É isso que eu vou falar sobre ele.

Dizem que os primeiros meses de casada são sempre os mais difíceis. Qual é a sensação de experimentar isso?

So far so good (até aqui tudo bem). Eu acho que você casa porque ama essa pessoa, porque você tem alguma coisa em comum com ela e que vocês podem construir alguma coisa juntos. Eu acho que a experiência que estou tendo é muito boa. Estou com alguém que tem um coração de ouro, é uma pessoa maravilhosa e que eu amo muito. Estou feliz.

Você vai ser mãe logo? Você desmentiu algumas vezes os rumores de gravidez...

(A modelo interrompe) Acho que tem coisas na vida da gente que são pessoais. As pessoas têm que ter o direito de manter algumas coisas suas. Entendo seu trabalho. Algumas coisas pessoais precisam ser minhas, senão eu fico muito 'Ahhh!' (Gisele faz careta e gesticula). Eu tenho que manter algumas coisas para mim. Essa é uma das partes minhas.

Voltar a morar no Brasil é sonho ou utopia?

É o meu país, né? Adoro o Brasil, tenho minha família aqui, é um sonho para mim. Mas agora tenho meu marido. Só o tempo vai dizer o que funciona. Obviamente, hoje com minha carreira e com a carreira do meu marido, eu não posso morar no Brasil.

Você sonha criar seus filhos no Brasil?

Isso depende do que vai acontecer da minha vida e com a minha família. Não sou só eu. Seria egoismo falar: é o que eu quero. É uma conversa que eu tenho que ter com o meu marido.

Colaboraram Ana Carolina Soares, Bianca Zaramella e Simone Blanes

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