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Responsabilidade Social
Uma boa e velha amiga
A publicitária Regina Moraes Waib comemora os 10 anos do Projeto Velho Amigo, que assiste a mais de 600 idosos carentes

Luciana Franca Fotos Murillo Constantino/Ag. IstoÉ

" O idoso tem que ter uma condição digna porque está no final da vida e muitos são abandonados pela família", defende Regina

A MOÇA de sorriso largo virou o centro das atenções entre os senhores que tomavam sol no pátio da casa para idosos carentes Toca de Assis, em São Paulo. Alguns queriam conversar com a visita inesperada daquela tarde, já outros, entretidos com a televisão, aguardavam apenas o cumprimento simpático da jovem que poderia ser neta ou filha deles. O que muitos daqueles velhinhos não sabiam é que a moça sorridente é a responsável pela moderna cozinha industrial, pelo ambulatório impecável, pela Kombi e por outras mudanças que a casa ganhou recentemente.

A fada-madrinha é Regina Moraes Waib, que há 10 anos preside o Projeto Velho Amigo, Associação de Amparo ao Idoso, e, ao lado de duas outras sócias, trabalha duro para arrecadar fundos para os mais de 600 idosos de 10 asilos. "Quando a gente lida com o idoso, não dá para deixar o assistencialismo de lado. Se é uma criança carente que joga bola, você a transforma num Ronaldinho ou dá uma raquete para ela aprender a jogar tênis num instituto. O idoso não. Ele tem que ter uma condição digna porque está no final da vida e muitos são abandonados pela família", argumenta.

Filha de um dos empresários mais ricos do País, Antonio Ermírio de Moraes, Regina conta que no início do Velho Amigo causava espanto nos que viam seu esforço para angariar fundos. "As pessoas falavam: ah, você tem um projeto desse, então vai pedir dinheiro para a sua família'. Mas aí viraria um capricho se eu pegasse 1% dos meus rendimentos e colocasse no projeto. Eu não quero isso. Quero mobilizar a sociedade para olhar para os idosos. Eu sempre fui de colocar a mão na massa", explica Regina. Formada em publicidade, ela aprendeu cedo o gosto de fazer as coisas acontecer. Quando fazia estágio na agência W/Brasil, adorava sair às ruas para fazer produção das propagandas como assistente de figurinista. Logo depois, foi chamada para produzir o camarim de Os Três Tenores, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras, que se apresentaram em São Paulo em 1994, e também cuidar dos desfiles do estilista Carlos Miele.

A veia de produtora continua a mesma quando organiza os shows e os eventos beneficentes, como o já tradicional jantar Les Chefs et Décor, que anualmente reúne renomados chefs e decoradores e atrai 1.200 convidados. Se no início, os eventos contavam com um décimo dos convidados atuais e tinham como atração a professora de dança do ventre da Regininha, hoje, grandes nomes como o pianista João Carlos Martins e Fábio Jr. já participam das noites benemerentes.

O trabalho de Regina não é apenas produzir festas. Ela faz questão de conviver com os idosos. "Eu gosto de ir a asilos e faço pastoral de rua", diz ela, sobre o atendimento aos moradores de rua que os voluntários da Toca de Assis costumam fazer. Ela lembra, emocionada, de um jantar oferecido na Praça da Sé aos sem-teto quando um deles se dizia arrependido de ter fugido de uma das casas. As idas aos lares carentes ficaram mais espaçadas nos últimos tempos, desde o nascimento da caçula, Laura, de 1 ano. "Com filha pequena, vou menos.

Eu tenho vontade de levar os meus filhos num dia de festa. Converso com o Pedro, de 4 anos, para que ele saiba o trabalho que faço, falo que a mamãe vai fazer um show para ajudar os velhinhos. Não sei se ele entende muito, mas a gente vai embutindo na cabeça dele", conta. A sementinha da solidariedade já foi plantada. Pedro gosta de ser fotografado em cima do caminhão de brinquedos que pede de aniversário para serem doados e fez os amiguinhos da escola seguirem o exemplo.

 



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