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Internacional
"Prefiro ser um herói para a minha filha"
Com uma galeria de personagens sombrios e durões, como Batman e, agora, John Connor de O Exterminador do Futuro: A Salvação, Christian Bale diz que a fama de mau vem de seu trabalho e que a filha, Emmaline, de 4 anos, não vê os seus filmes

Elaine Guerini, de Los Angeles

divulgação
''Não boto medo em ninguém''
Afirma Bale, sobre sua fama de mau

Logo nos primeiros minutos de conversa, Christian Bale procura desfazer a imagem de intolerante que projeta dentro e fora das telas. Uma reputação que só piorou desde que circulou pela internet, em fevereiro, a gritaria de quatro minutos, repleta de palavrões, no set de O Exterminador do Futuro: A Salvação, quando o diretor de fotografia Shane Hurlbut atrapalhou uma de suas cenas. "Levo o meu trabalho muito a sério", diz o ator de 35 anos, com ar de bom moço. Falando baixinho, dá até a impressão de ser tímido, algo bem diferente de seus personagens durões, como Batman ou o papel principal de Psicopata Americano. Agora, no quarto filme da franquia O Exterminador do Futuro, Bale encarna o lendário John Connor, apresentado como o único homem capaz de salvar a humanidade do domínio dos robôs. O ator conversou com Gente sobre o trabalho e sobre o relacionamento com a mulher, Sibi Blazic, e a filha de 4 anos, Emmaline.

O que motivou aquele episódio da discussão nas filmagens de O Exterminador do Futuro? Foi a pressão no set?

A pressão vem de mim mesmo. Mas todo mundo faz coisas sem pensar e merece uma segunda chance, não? Já tive a sorte de tê-la e acredito que todos nós precisamos disso.

Você passou a intimidar ainda mais as pessoas?

Espero que não. Se as pessoas se sentem inicialmente intimidadas, isso desaparece em 30 segundos. Logo veem o cara tranquilo que sou. Não boto medo em ninguém. Quando isso acontece, vejo como uma reação aos personagens pelos quais o público passou a me conhecer e que são, coincidentemente, os mais obscuros e atormentados da minha galeria. Mas não é isso que eu vejo quando olho no espelho.

O que você vê?

Não vamos fazer terapia, né? (risos)

E a imagem de herói, graças a personagens como Batman e agora John Connor? Isso o agrada?

Não faço questão de bancar o herói no cinema. Nunca fantasiei interpretar Batman, Homem-Aranha ou qualquer outro. Isso foi uma coincidência. Prefiro ser um herói para a minha filha.

Pensa em dublar uma animação para ela conhecer o seu trabalho? Muitos atores usam isso como argumento na hora de aceitar um convite da Disney.

Pensaria com carinho se me convidassem para fazer um filme do qual a minha filha fosse gostar muito. Até agora, ela não viu nenhum dos meus trabalhos. Vai levar muito tempo até que ela veja filmes mais violentos.

Quando ela pergunta o que você faz? O que diz?

Digo que meu trabalho é brincar de faz de conta, é me fantasiar. E isso ela entende muito bem.

O que sua mulher pensa de ser casada com um astro de Hollywood?

Quando nós nos conhecemos, ela já tinha ideia de como era a profissão (Eles se conheceram em 2000, por intermédio de Winona Ryder, para quem Sibi Blazic trabalhava como assistente). Felizmente, ela é bastante tolerante com as exigências do meu trabalho.

Como lida com o que gravita ao redor da profissão? Principalmente o assédio?

Não me sinto confortável sob os holofotes. Tento me concentrar no que gosto, no trabalho, e procuro ignorar todo o resto. Talvez eu viva numa constante negação, como se eu ainda pudesse passar despercebido, mas isso me ajuda a continuar em frente.

Você tinha apenas 13 anos quando começou, em O Império do Sol. Qual a principal lição que aprendeu por começar tão cedo?

A ser realista. Sou grato pelo que já conquistei, mas sei que não posso me acostumar com nada nessa indústria. Hoje, eles me chamam para fazer filmes, mas tudo pode mudar de uma hora para outra. Se isso acontecer, estarei preparado. Não será o fim do mundo.

 



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