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Trajetória
Vovó roqueira
Rita Lee comemora 40 anos de carreira, lança CD e DVD com músicas inéditas e regravações de clássicos e diz que a neta Ziza, de 3 anos, representa um marco em sua vida

Gabriel Debia

Há 40 anos no posto de rainha do rock no cenário nacional, Rita Lee leva uma vida sossegada, cercada de sombra e água fresca. Animais, flores e uma bela horta também fazem parte do cenário de sua casa na Granja Viana, em São Paulo. Os cabelos ainda são vermelhos, a ironia e o sarcasmo continuam afiados como sempre, mas o fôlego está renovado. Rita acaba de lançar o CD e DVD Multishow ao Vivo gravado no Rio de Janeiro. No repertório apresenta duas músicas inéditas, clássicos definitivos de sua carreira e até versões psicodélicas e improváveis, como a de um clássico dos Beatles. Aos 63 anos, ela revela, bem-humorada, o segredo de sua energia: "Não como cadáveres, não frequento shopping center, não vou a cabeleireiros, fujo de médicos e nunca vou votar no Maluf." Com o pé na estrada para os shows de divulgação de seu mais novo trabalho, Rita falou com a Gente.

Uma música que marca seu novo trabalho é uma versão de "I Want to Hold Your Hand", dos Beatles, adaptada para um forró chamado "O Bode e a Cabra". Como foi o processo de oito anos para Yoko Ono, mulher de John Lennon, liberar a música...

Esta é uma versão dos anos 60, quando não existia nenhuma questão que proibisse versão para outras línguas. A partir de um determinado momento, Yoko passou a controlar versões estrangeiras. Quando mandamos para ela "O Bode e a Cabra" ela certamente não entendeu nada. Agora ela liberou.

A canção "Bwana", que andava meio sumida dos shows, teve o refrão trocado para "Obama". Como você avalia o presidente dos Estados Unidos?
Eu torço para que ele faça as coisas que ele fala...

Apesar de ser um disco de clássicos, o material traz duas canções inéditas, "Se Manca" e "Insônia". Fale um pouco sobre elas.
"Se Manca" foi uma letra que eu estava escrevendo, o Beto viu e achou engraçada, compôs a música em cinco minutos. Fala sobre as pessoas que ficam se queixando, reclamando e alugando seu ouvido quando você pergunta "oi, tudo bem?" Já "Insônia" fala um pouco sobre um problema que não vivo mais. Como diz a letra, "... se por acaso a insônia aparecer na minha cama eu trepo com ela."

Aos 63 anos cuidar da saúde é fundamental para aguentar a rotina de shows? Em 2004, você teve alguns problemas de saúde, sendo assim, quais são seus principais cuidados? Alimentação? Exercícios?
Não tive exatamente problemas de saúde. Na verdade, enchia a cara de tudo que aparecia na frente, e estou careta já faz um tempo. Com relação à saúde, anote aí: não como cadáveres, não frequento shopping center, não vou a cabeleireiros, fujo de médicos e nunca vou votar no Maluf.

Como é a sua rotina, dentro e fora dos palcos? Quais são os prós e os contras de ter o marido, Roberto de Carvalho, e o filho, Beto Lee, como membros de sua banda?
Nosso estúdio é em casa e entre uma faxina e outra, gravamos uma música. E em relação à família... Dentro e fora do palco é só alegria! O importante mesmo é que o salário aumentou.

A Rita Lee de 40 anos atrás imaginaria ser uma das roqueiras mais respeitadas e queridas do Brasil?
Há quarenta anos eu queria ser veterinária. Hoje, aos 63 continuo querendo ser veterinária.

E o nascimento de sua neta, a Ziza, mudou sua forma de enxergar o mundo ao seu redor? Como é ser avó?
O nascimento de minha neta, Ziza, por exemplo, foi um marco. Se eu soubesse que ser avó era tão bom, eu nem teria sido mãe.

Você tem trabalhado em novas composições? Pretende lançar um álbum de inéditas em breve?
Temos várias inéditas, ainda em demo. Resta fazer uma boa garimpagem, escolher as melhores e entrar no estúdio.

Uma versão de "Roll Over Beethoven" do octágenário Chuck Berry, presente no DVD, seria uma ode à longa vida ao rock and- roll?
Até quando você pretende continuar fazendo rock? A Hebe Camargo está com 80 e continua gostosona, na ativa, quem sabe eu chego lá?

"Nosso estúdio é em casa, e entre uma faxina e outra, gravamos uma música. E em relação à família... Dentro e fora do palco é só alegria!"

''Se eu soubesse que ser avó era tão bom, eu nem teria sido mãe''

 



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