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Erasmo um homem com muito mais de mil mulheres
Em sua casa no Rio, o músico, que acaba de completar 69 anos, fala das mulheres que já teve e das que cita no novo disco, da juventude rebelde e da amizade distante com Roberto Carlos

Macedo Rodrigues FOTOS Gilvan Barreto

NO TEXTO DE APRESENTAÇÃO do CD Erasmo Rock-N'- Roll, Rita Lee vai na veia: "Você vai ouvir um macho apaixonado pelas fêmeas do planeta sem o menor pudor." Ela própria, está no disco, entre as 50 mulheres mencionadas pelo Tremendão como donas de "olhos de pidona", que seduzem os homens, na faixa "Olhar de Mangá". Uma música que resume a essência temática do trabalho, recolocando Erasmo na estrada do rock e nos bons tempos de bad boy e mulherengo incorrigível. Das 12 faixas presentes no álbum, nove versam sobre fêmeas, sexo, beijos e afins.

Na entrevista concedida em sua casa, na Barra da Tijuca, ele faz segredo sobre o livro de contos autobiográfico que vai lançar ainda este ano, e o assunto recai sobre mulheres, mulheres e mulheres. Sem falsa modéstia, ele diz que não sabe mais quantas amantes teve ao longo dos seus 69 anos de vida: "Da última vez que fiz esse cálculo, nos anos 80, cheguei à conclusão que eram mais de mil. Mas hoje em dia devem ser muito mais." Amor, no entanto, admite, só experimentou uma vez. Com a mulher Narinha, com quem, reconhece, viveu plenamente sua concepção de amor verdadeiro até o suicídio dela, em 1995: "(Foi) uma coisa muito séria, intensa, uma entrega total, de ambas as partes"

A descoberta do rock te transformou?
Sim, veio aquela rebeldia em todos os sentidos. Primeiro, começaram as malcriações caseiras, o dizer não para os pais, a vontade de ganhar o mundo, de ter e fazer a sua vida. E eu não quis mais estudar. Queria me divertir, viver outras coisas. Na verdade, eu nem sabia o que queria. Sabia o que não queria: conformismo, mesmice. Era, como se dizia, um rebelde sem causa. E foi logo depois que eu perdi a virgindade, aos 15 anos. Veio tudo meio junto.

Lembra da sua primeira vez?
Lembro. Foi com uma menina que apareceu lá na rua. Eu a chamo de Lilica, mas esse não é o nome dela, foi o que dei a ela. A Lilica, uma noite, 'deu' para 16 garotos e eu fui um deles. Minha primeira vez foi assim. E eu não fui o primeiro da turma não, fui um dos 16. Quando me disseram "agora é você", eu fui. E ninguém tinha preservativo, mas foi uma maravilha. Se bem que antes eu já tinha comido várias misses e vedetes. Em fotografias, na cabeça... Era adepto da prática do onanismo. Então, era Wilza Carla, Virgínia Lane, Marta Rocha e muitas outras que saíam nas revistas.

E a música entra em que contexto de sua adolescência na Tijuca?
Na febre do rock, comecei a juntar fotos, retratos de artistas e letras de música para fazer álbuns. Colava tudo bonitinho, tudo com lápis de cor, molduras. Um dia, um amigo levou o Roberto Carlos na minha casa. Eu já o conhecia da tevê, do (programa) Clube do Rock, do Carlos Imperial. E ele queria a letra de "Hound Dog", do Elvis. Na despedida, me convidou para visitá-lo na televisão. Para quê, bicho? Ele nunca mais ficou longe de mim. Porque quando vi o ambiente da tevê, foi adeus a tudo, adeus trabalho. Eu só queria fazer parte daquele mundo.

Você trabalhou até como jornalista, com o Imperial.
Virei secretário dele para me aproximar do universo da música. E o Imperial me colocava para fazer coluna de jornal. Aí, eu caprichava, inventando fofocas para os Mexericos da Candinha, uma seção da revista do rádio: "Erasmo e Roberto Carlos namorando duas gêmeas. Imaginem a confusão." Daqui a pouco eu dava outra: "Erasmo Carlos jantando com uma mulher casada no Fiorentina. Cuidado que o marido dela é ciumento" (risos). O Imperial lia e até me dava parabéns, incentivando a farsa.

Deslumbrou-se com o sucesso da Jovem Guarda?
A fama foi muito súbita e não dava para não se deslumbrar. Ainda mais eu, que nunca tive nada. Aí, começa a chover mulher, misses e as vedetes que eu só via nas fotografias, todas a um estalar dos meus dedos. Pô, isso era uma maravilha, o carro que eu quisesse, entrada livre nos lugares, presentes, manchetes, a histeria do público. Isso mexe com a cabeça de qualquer pessoa.

Por que um homem de tantas mulheres se casou uma vez apenas?
Tem gente que não consegue ficar só. Eu não sou assim, para casar tenho que amar, ter uma coisa muito séria, intensa, uma entrega total, de ambas as partes. A imagem do amor que tenho é essa. E essa imagem eu só tive uma vez na minha vida, com a Nara.

Em "Olhar de Mangá" você lista 50 mulheres que considera sensuais e com "olhos de pidona", entre elas Gisele Bünchen, Madonna e Malu Mader. E se alguma não gostar dessa imagem?
Não acredito que elas reclamem. Por mais independentes ou politizadas que sejam, no momento do amor, da entrega, elas terão olhos de pidona. Mesmo fechados, os olhos serão de pidona.

Apesar de ter uma sensibilidade reconhecida ao tratar das mulheres, curiosamente você se define um cara machista. Por quê?
Vim de uma geração cujas referências eram machistas. Os pais eram machistas, os ídolos também e certas coisas não consigo tirar de mim. Hoje em dia o homem se depila, mas sou do tempo do homem-gorila, da cara de mau, na aparência, quero dizer.

Mas o Roberto é da mesma geração é já confessou que faz chapinha...
Ele pode fazer o que quiser, mas eu não faço chapinha, não faço plástica, nem musculação para ficar sarado. Se tiver que agradar as mulheres, vai ser como sou. Se não agradar, não estou preocupado. Não quero ter mil, quero ter uma. Então, dentro de mil, uma vai gostar do meu jeito. Hoje, quantidade não me fascina. Quero qualidade.

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