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Em 1983, o ator estava na peça Chiquinha Gonzaga, Ó Abre Alas. Atualmente, ele é Cadore na novela Caminho das Índias
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Não importa a ordenação, se padre ou frei. Há sempre nesses personagens, quando interpretados por Elias Gleizer, uma característica comum: a de serem doces e bem-humorados. Com muitos papéis como esses na carreira, ele começou na tevê, curiosamente, em uma história bíblica, o teleteatro José do Egito (1959), na Tupi, emissora em que fez outras 19 novelas.
Mas há bem mais que religiosos e vovôs simpáticos nos seus 50 anos de carreira. Em Fera Radical (1988), na Globo, foi Donato, empresário suspeito de ter matado a família da protagonista (Malu Mader). Com a média de uma novela por ano, Gleizer faz teatro esporadicamente, como em A Falecida (1979) e Chiquinha Gonzaga, Ó Abre Alas (1983). Em 1998, participou da minissérie da Globo também contando a vida da compositora carioca.
O trabalho atual é em Caminho das Índias como Cadore, que sofre ao mediar as brigas dos filhos sem perder o jeito bonachão. Em abril, ganhou um prêmio informal que mostra que não apenas seus personagens são bem-humorados, mas também o próprio ator, que apareceu sorridente ostentando a faixa de "bofe do mês", dada pelos colegas de elenco.