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Estilo casa
Branco sob medida
O apartamento do estilista Lorenzo Merlino, em São Paulo, é como sua moda - não tem excessos. móveis e objetos estão ali para compor e não para fazer número

POR SILVIANE NENO FOTOS JULIA MORAES/AG. ISTOÉ


No corredor, a galeria composta por molduras antigas exibe fotos da família e dos amigos. Lorenzo cola um post-it para lembrar o clique que ainda falta à coleção. Abaixo, a poltrona laranja quebra o domínio do branco. No canto direito, o candelabro da Varuzza foi presente de amigos e a mesa posta com louças, copos e talheres descasados. Uma mania de Lorenzo que vai comprando as peças em feiras e antiquários em cidades diferentes. Muitas vieram de Nova Yok: "Sou vidrado em louças", conta o estilista Lorenzo Merlino é elegante e discreto.

Difícil escutar dele uma gargalhada escandalosa ou manifestações exageradas de alegria. Não que ele seja antipático. Ao contrário, Lorenzo sorri com os olhos e é extremamente afável. A moda que ele faz, tal qual sua discreta personalidade, também não alinhava frufrus e babados. Suas peças são retas, limpas, genuinamente geométricas.

Pode-se dizer o mesmo da casa onde mora. O apartamento no bairro dos Jardins, em São Paulo, é extensão desse bom gosto de raízes francesas adaptadas ao modo de vida brasileiro, mais leve, menos exigente. Lorenzo nasceu em Paris, é filho de pais franceses, mas foi em São Paulo que deu os primeiros passos em direção à moda. Foi aluno (brilhante) da faculdade Santa Marcelina e de lá alçou voo de volta ao país de origem para se especializar no Studio Berçot, a emblemática escola linha dura tocada com rigor por Marie Rucki, ou Madame Rucki, de quem se tornou estagiário e pupilo. Para quem não a conhece, ela foi professora de Azzedine Alaïa e Jean Paul Gaultier, entre outros.

Lorenzo aprendeu com Madame que "malvestida é a pessoa que sucumbe ao que está na moda". Como a mestra, ele detesta o over, o exagerado. "Tudo tem um motivo para estar aqui, é muito do que eu acredito", diz, olhando ao redor. De fato, o apartamento de 180 metros quadrados parece bem maior. São poucos móveis e o branco se encarrega da atmosfera limpa e cool. As cores são percebidas aqui e ali, como na poltrona revestida por tecido de uma antiga coleção de Lorenzo ou nos quadros de pintura naife comprados em feirinhas de antiguidade.

Ousadia maior só no home theater que teve uma das paredes pintadas de preto fosco junto com a estante feita sob medida. Tanto Lorenzo como seu companheiro gostam de arrumar os livros de forma cromática, dividindo os títulos pelas cores. O problema é que a estante começou a ficar pequena para algumas tonalidades, como o vermelho por exemplo. Mas nada que se transforme num conflito doméstico. Aliás, tudo foi feito em perfeita sintonia pela dupla, com alguns toques da amiga arquiteta Maraí Valente.

Foi preciso quase um ano de reforma para que o apartamento ficasse com o jeito que tem hoje. A obra foi finalmente concluída na manhã em que eles receberiam os amigos para um jantar em março do ano passado. Na última hora eles cismaram em pôr uma luminária de Philipe Stark pendendo num canto da sala, mais como uma escultura do que na função de emitir luz. Foi o eletricista quem lembrou: "Mas vai acender como?". O teto foi rasgado em tempo recorde. Instalação feita, à noite a escultura Stark iluminava a festa como se sempre tivesse estado ali.

 

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