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Ocimar está de volta
Três anos depois do fim de uma controvertida sociedade, o polêmico e genial estilista lança linha de perfumes e cosméticos, quer retornar à alta-costura em paris e diz que o prêt-à-porter está condenado

TEXTO LUCIANA FRANCA FOTOS ROGÉRIO ALBUQUERQUE/ AG. ISTOÉ

O que acha da venda das marcas brasileiras?

Na França a gente aprende que a marca é protegida e é domínio seu. Só em último caso, quando estiver em uma situação muito boa, quando a empresa decidir abrir capital, como foi feito na Donna Karan e Gucci. Isso não tem volta, o estilista abriu mão. Mas contrato de sócio com confeccionista e ter que passar a marca? Vender a marca por R$ 10 mil? Jamais. Quando vi essas histórias, pensei: 'Não tem um advogado para dizer: pelo amor de Deus, não faça isso'. Minha marca sempre será minha. Só abriria mão em caso de muito sucesso. Valentino só abriu mão quando se aposentou.

 

 

''Roupa bem-cortada e rosto bem-cuidado são perfeitos juntos. A roupa você tira para dormir, a pele não. Se você quiser dormir a vida inteira sozinho, compre a roupa''


O que acha do Francisco Costa, diretor criativo da Calvin Klein?

Ele é ótimo, ele é de verdade, não é um truque. O trabalho dele tem estilo. O Francisco fez tudo direitinho como eu fiz, trabalhei com Versace, com Hervé Léger, catei alfinete no chão, desenhei vestido, conheci os fornecedores e os jornalistas de moda. Entrei pela porta certa, não cheguei lá achando que era o máximo.

O que gosta no Exterior?

Vi um menino, o Gareth Pugh, que apresentou em Paris um vídeo em vez do desfile. Achei incrível, gostaria de ter feito isso. Hoje, qualquer dona Maria faz roupa. Criar uma imagem, criar um estilo, isso poucas pessoas conseguem fazer. Imagem conta mais do que a própria roupa porque hoje você consegue roupas incríveis da H&M e da Zara, você consegue se vestir bem.

Você compra roupas dessas marcas?

Não tenho problema. Se você paga sabendo que é descartável, tudo bem. Para viagem é muito bom porque você compra, usa e deixa lá mesmo, só traz o que vale à pena. Acredito em duas coisas: essa moda de consumo rápido, o fast fashion, e a alta-costura. O prêt-àporter está condenado e não é de hoje. Essa crise econômica atual só vem para piorar, faz tempo que há uma crise no prêt-à-porter. Acredito que os extremos vão ficar cada vez mais fortes.

''Vender a marca por R$ 10 mil? Jamais. Quando vi essas histórias, pensei: 'Não tem um advogado para dizer: pelo amor de Deus, não faça isso'. Minha marca sempre será minha''

 

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