Mika em frente à estante projetada sob medida. É o xodó da casa. No canto esquerdo, o engradado de Coca-Cola acompanha a dona da casa há mais de dez anos, sempre com a função de porta-revistas. Na mesa Charles Eames, a coleção de pesos de vidro e murano
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Ao lado, a suíte do casal com foto de Mika e coleção de chapéus e malas. A parede foi pintada por ela mesma. Dormiu branca e acordou cinza
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No final de 2005, quando os amigos mais próximos receberam o convite de casamento da atriz Mika Lins com o diretor de filmes publicitários Sergio Glasberg, ninguém estranhou o local da cerimônia: a laje do emblemático edifício Copan, construído por Oscar Niemeyer, no centrão de São Paulo. O cenário escolhido não foi o único detalhe inusitado do casório. Em vez de um buquê de flores, Mika levou nas mãos balões de gás vermelhos em formato de coração. As bolas, claro, foram soltas nos céus da cidade, assim que o juiz de paz os declarou marido e mulher. O bolo da festa, cheio de bonequinhos de casais de noivos, também reproduzia o Copan, que nunca, até então, tinha visto uma festa como aquela.
O casamento deu o que falar. Tudo ideia dela. Quem conhece Mika de perto sabe que se o talento não a tivesse arrastado para os palcos e para a televisão, ela seria uma decoradora de mão cheia ou, no mínimo, uma diretora de arte. Mika tem o dom de pôr em tudo o que faz, um quê original, cheio de bossa.
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