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Tony Castellamare (Gabriel Braga Nunes) é um protagonista à moda antiga
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A RECORD PARECE, finalmente, ter acertado a mão. Com a produção de novelas estabilizada desde 2004, quando exibiu A Escrava Isaura, a emissora leva agora ao ar uma trama forte e benfeita. Poder Paralelo, que estreou em 14 de abril, escrita por Lauro César Muniz e dirigida por Ignácio Coqueiro, tem estilo.
Tony Castellamare (Gabriel Braga Nunes), que deseja vingar a morte da mulher e das filhas, é um protagonista à moda antiga, destemido e amoroso, mas que guarda rancor e tristeza. Age tanto como mafioso quanto como parceiro de policiais. A história se desenvolve rapidamente e chamam a atenção a qualidade das sequências de ação e a ousadia de algumas cenas. Sexo e violência vinham se tornando um problema em novelas, porque, ou eram usados indistintamente ou registrados com falsa elegância. Poder Paralelo acertou o tom porque vai ao ar depois das 22h, é para um público adulto e esses elementos são bem colocados.
Há defeitos, claro. O elenco é irregular, existem personagens que não mostraram suas histórias e outros perdidos, como Tucci (Roberto Birindelli) e Lago (Antonio Abujamra), que estão mais para uma dupla de atrapalhados do que para bandidos. Mas, ainda com esses erros, se mantiver a qualidade dos primeiros capítulos, Poder Paralelo tem tudo para se confirmar como a melhor novela já produzida pela Record. Aina Pinto