Como você qualifica este disco em relação ao Kavita 1?
O primeiro disco foi um apanhado das minhas influências e de músicas que gostava de cantar. Passados três anos, fui exposta a diversos públicos e situações, tive que lidar com muita coisa nova. Pensava muito sobre essas experiências, então comecei o Peixes, Pássaros, Pessoas a partir dos assuntos que gostaria de falar. E fui atrás dos compositores que tinha conhecido nestes últimos anos. É um disco muito sincero e autoral.
O álbum é pontuado por sambas, mas extrapola o gênero. Qual a importância do samba em sua vida?
Eu não queria gravar muitos sambas por não querer ganhar o título fácil de sambista, pois não gosto de rótulos. Mas o samba foi aparecendo e tomando espaço no disco e eu vi que era algo inevitável e muito forte para mim. Não seria sincero evitá-lo.
No repertório, há inéditas de Roberta Sá e Luisa Maita, nomes da nova geração de cantoras. Como você se vê nesse contexto?
Acho que vivemos um momento rico na cena atual brasileira, e não só de cantoras. Acho que existem ótimos cantores, compositores, técnicos de som, bandas, enfim, todo mundo se colocando com propriedade e com um recado para dar. Eu queria mostrar a força dessa geração no disco.
Como conseguiu improvisar de igual para igual com Zeca Pagodinho em "O Samba me Persegue"?
Para mim, ele é o rei!! Nunca acharei que é de igual para igual! Mauro Ferreira