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Mapa da mina
Jovens estilistas capitaneiam região elevada do bairro dos Jardins, em São Paulo, em busca de exclusividade; confira entrevistas com Fábia Bercsek, Marcelo Sommer e David Pollak

NA ROTA DA MODA paulistana, os fashionistas sabem: a meca fica nos Jardins, com catedrais de luxo na Oscar Freire e demais ruas do que se costuma chamar “baixo Jardins”, em São Paulo. Mas esse cenário pode mudar logo.

FÁBIA BERCSEKESTILISTA

Qual é a sua maior paixão?
Tenho muita paixão em mim, é um sentimento que me move. Adoro me apaixonar pelas coisas: um livro, uma imagem, um vício. Recentemente eu me apaixonei pela lenda da vitória-régia. Sou movida por isso. E a moda acaba sendo a minha maior paixão.

O que você faz para tirar os problemas da cabeça?
O trabalho me ajuda muito, gosto de criar. Se tenho um problema, eu procuro trabalhar ainda mais.

Qual foi a coisa mais inesperada que aconteceu num desfile?
As bolas de sabão (na coleção de verão 2009). Colocamos umas maquininhas na cabeça das modelos para soltar bolinhas de sabão, não sabíamos que isso ia consumir um tempo tão grande no desfile, e que ia escorrer sabão na cara das meninas! Fizemos todos os testes antes, mas imprevistos acontecem. Teve também o seio da Camila Pitanga, que escapou no desfile de verão 2009. No meu último desfile, o sapato de uma modelo soltou, ela arrancou do pé e carregou na mão. Fora isso não teve mais nada. Eu trabalho com muitos planejamentos, prefiro não contar com o inesperado. Só gosto de coisas inesperadas no processo de criação, na minha cabeça.

Fotos: CLEYBY TREVISNA/AG.ISTOÉ

O que é liberdade para você?
Não sei se a liberdade existe, a gente está sempre se cobrando de algo, preso a alguma coisa. Acho que uma pessoa livre é uma pessoa bem-resolvida, positiva. Existem tantas regras que nos impedem ou nos forçam a fazer coisas. Liberdade e limite andam juntos. Ser livre é ter um trabalho artístico, mas mesmo na moda existem barreiras. Tento ser o mais livre possível, mas é muito difícil.

Conte um segredo para mim.
Você sabe de tudo o que aconteceu comigo! Eu gosto muito de estar no SPFW, acho que nunca tive oportunidade de falar isso. Confio no evento, quero estar sempre nele. Isso me alimenta, estou num momento de me mostrar diferente, quero que você perceba isso.

O que se passava pela sua cabeça há dez anos?
Há dez anos eu lançava a minha marca e estava saindo do Alexandre [Herchcovitch], e não me via trabalhando menos nem mais do que eu trabalho. Mas hoje eu vejo que a semente que eu plantei cresceu, estou me tornando uma pessoa reconhecida, tanto artística quanto comercialmente. Estou me estabelecendo a cada dia que passa. Eu me vejo andando, sempre.

Por que você escolheu essa região dos Jardins?
Aqui tem um charme, desde quando eu era jovem eu morei longe dos Jardins [Aclimação]. Então, quando eu vinha para esses lados, eu amava tudo. Adoro a Avenida Paulista, me traz uma ideia de viagem, evolução, primeiro mundo, cidade. Decidi que um dia eu queria estar aqui. Comecei a trabalhar aqui com o Herchcovitch. Eu gosto daqui, tem a questão urbana, as pessoas andam na rua, tem infraestrutura. Me dá uma sensação de cidade global.

Qual o perfil do seu cliente?
Estou descobrindo isso agora. A cada coleção eu mudo a estética. Depois desses anos todos, depois que entrei no SPFW, comecei a direcionar o produto, entender melhor o negócio. Descobri que a minha cliente é livre de idade, de gosto, de estilo. Na minha loja, recebo todos os tipos de mulheres, cantoras, advogadas, crianças, senhoras, artistas, matemáticas, bancárias. O que pega essa mulher é o senso de beleza das minhas roupas. São clientes sensíveis. Eu a capturo nesse ponto. Estou muito focada no lado comercial, sem esquecer do belo, da arte.

Algumas palavras que resumem a sua próxima coleção.
Renascimento. Felicidade. Intensidade.

Fotos: CLEYBY TREVISNA/AG.ISTOÉ

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