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W.
Ficção sobre a vida do ex-presidente americano, George W. Bush, dirigida por Oliver Stone, é mais uma comédia do que uma tragédia que culminou com a Guerra do Iraque

Josh Brolin tem atuação excepcional, mas Bush original é mais engraçado

★★★QUEM ESPERAR POR UM RETRATO raivoso de George W. Bush em W., de Oliver Stone, vai se decepcionar. A livre cinebiografia é muito mais uma comédia sobre o ex-presidente americano, do que uma tragédia sobre o governo que iniciou a Guerra do Iraque em 2003. Logo no início, Bush (Josh Brolin) aparece em um trote para entrar em uma "fraternidade" de garotos de famílias tradicionais. A cena define a maneira como o filme o mostra: um cara riquinho, mimado e orgulhoso do nome que carrega. Mas o que ele consegue é sempre a crítica do pai (James Cromwell). Ao saber das bebedeiras de Bush filho, do fato de ele mais uma vez ter abandonado um emprego, de ter engravidado uma garota, Bush pai diz: "Está pensando que é um Kennedy?"

Stone já dirigiu biografias de outros dois presidentes americanos, JFK (1991) e Nixon (1995). A diferença essencial em W. é que o personagem e seus atos são muito recentes. Mesmo que a atuação de Brolin seja excepcional, não há como não achar que o original é mais cômico. Os momentos de tensão estão nas reuniões para decidir sobre o ataque ao Iraque. Condoleeza Rice (Thandie Newton) aparece sempre com um sorrizinho cínico e Colin Powell (Jeffrey Wright) se mostra tão agressivo quanto os sedentos pela guerra, pois se coloca contra ela para depois virar seu defensor. Richard Dreyfuss é um excelente Dick Cheney, o vice-presidente, primeiro a falar abertamente sobre os interesses no petróleo. E Bush, no fim, não é retratado como um mau caráter. Ao contrário, é até ingênuo. O que faz dele alguém interessante é a ironia da direção de Stone, como quando a cúpula do governo está caminhando e falando sobre o ataque e, de repente, se perde pelo caminho, ou no momento em que Bush engasga com pretzels enquanto bebe e assiste a um jogo na tevê. É um humor mais ferino que qualquer crítica de Michael Moore. (14 anos) Aina Pinto



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