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ROMANCE
O Filho da Mãe
O escritor Bernardo Carvalho passou um mês na cidade russa

O POLÊMICO PROJETO Amores Expressos consistiu em enviar 17 escritores brasileiros para morar durante um mês em diferentes países, cada um com o objetivo de escrever um livro. No lançamento, houve certo rebuliço no meio literário porque as mordomias das viagens seriam pagas com dinheiro público, através da Lei Rouanet (o custo total foi de R$ 1,2 milhão). Mas, agora que os romances começam a ser publicados, seus frutos parecem bem compensadores. Este O Filho da Mãe (Companhia das Letras, 208 págs., R$ 39), de Bernardo Carvalho, é um trabalho, no mínimo, bem interessante.

O autor foi para São Petersburgo, onde travou contato com a história, a cultura e o cotidiano dos moradores. Numa região que foi palco de tantas guerras, é natural que elas estejam sempre presentes, na ação ou na memória dos personagens. Assim, a dor da perda, da separação e a luta para salvar os filhos movem mães e avós e permeiam toda a narrativa, que se desloca com impressionante liberdade pelo espaço e pelo tempo, de forma não-linear.

A influência russa foi tamanha que certos personagens, como a mãe e avó Zainap, parecem saídos de um romance de Tolstói. Como no mestre russo, os personagens têm dimensões épicas, e as cenas são construídas com tal vigor que conseguem extrair poesia mesmo nos momentos mais violentos. Um grande livro. Marcelo Lyra

 



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