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Cozinha portuguesa Restaurantes especializados ou não preparam receitas de bacalhau para a Semana Santa Marina Monzillo
Bacalhau à Zé do Pipo do Spot
NA IDADE MÉDIA, os cristãos deviam obedecer aos vários dias de jejum excluindo as carnes da dieta. O bacalhau, então, virou opção para as refeições. O rigoroso calendário de abstinência foi aos poucos sendo desfeito, mas a tradição do prato se mantém forte nos países de língua portuguesa, principalmente na Páscoa. Aberto há três meses, o restaurante Bacalhoeiro se aproxima de sua primeira Semana Santa. Aos domingos, o chef Francisco Everaldo da Silva tem preparado uma média de 200 pratos com mais de 70 quilos de peixe. Na Sexta-feira Santa e no Domingo de Páscoa, sua previsão é servir 100 pessoas a mais por dia. Ele ressalta que o bom bacalhau resulta do ato de dessalgar o peixe. "Durante oito dias, trocamos a água com gelo, dia e noite", explica ele. Além das opções que regularmente fazem parte do cardápio, como o espiritual (desfiado, com creme de leite, cenoura ralada e gratinado com parmesão, R$ 47), o cozinheiro desenvolverá para a data uma receita à moda antiga (ao forno, com batata, cebola e brócolis regados de azeite, R$ 91). Batatas, cebola, alho e brócolis também são complementos do bacalhau de Páscoa (R$ 127) do A Bela Sintra. Já o Trindade terá o bacalhau à marrares (creme de leite, mel, cebola, alho, mostarda e vinho Moscatel servido com batatas portuguesas, R$ 59). Casas que normalmente não se apoiam na cozinha portuguesa também incluem o prato no menu do feriado. Caso do Spot, que servirá o bacalhau à Zé do Pipo (lascas refogadas com cebola, azeitonas pretas e azeite, envoltas com purê de batatas e gratinadas no forno, R$ 44,80). BACALHOEIRO - r. Azevedo Soares, 1.580, tel. (11) 2293-1010
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