Como foi o convite para voltar a Paraíso?
Considerei uma homenagem. O Zeca foi um dos papéis mais intensos que fiz, foi meu primeiro protagonista na Globo, eu me apaixonei pelo personagem, quis comprar o cavalo.
Você disse que Zeca foi o personagem com o qual mais se identificou, que quebrou dedos e costelas quando fazia a novela. Como foi isso?
Eu me envolvi tanto que acabei virando peão. Ia para os lugares e me diziam para montar cavalos, eu encarava o desafio, acabava me machucando às vezes. Embarquei na história.
Conversou com Eriberto Leão sobre Zeca?
Um pouco. Fiquei muito feliz porque ele disse que é meu fã, que assistiu cenas minhas. Dei umas dicas para ele, sobre como ter uma relação mais próxima com o cavalo, alimentar, porque quanto mais tempo ele passar com o animal, melhor será o desempenho dele. E ele é um bom ator.
Como surgiu essa identificação com um personagem rural, já que você tem a imagem ligada à praia e ao surfe?
Apesar de eu ser visto como um "menino do Rio", nasci em São Paulo. Passava as férias nas fazendas dos meus tios, no interior. Já trilhei muito essas bandas. Escrevi um livro, Reviva Kadu Moliterno, que vai ser lançado em breve. Nele, eu conto tudo isso, além da minha história profissional, com um capítulo dedicado a Armação Ilimitada (1985 a 1988) e outro à novela Paraíso.
Aina Pinto