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| Bonita e benfeita, Paraíso não impressiona |
A VERSÃO ORIGINAL DE PARAÍSO, escrita por Benedito Ruy Barbosa e exibida em 1982, foi a primeira a levar a temática rural para as novelas. A novidade foi um sucesso. Já o remake, que estreou na segunda-feira 16, por mais bonito e benfeito que seja, não impressiona.
Cinco minutos iniciais do primeiro capítulo foram divididos entre cenas de um rodeio e de uma cavalgada de Zeca (Eriberto Leão). Depois, vieram as batidas conversas à mesa. A família de Maria Rita (Nathalia Dill) fala sobre Zeca e, em seguida, a família dele fala sobre ela. Muita conversa para mostrar como o amor dos dois é improvável. Ela é a Santinha e, ele, o "filho do diabo".
É uma produção de primeira - e não se pode esperar menos de uma emissora que tem tradição em novelas. A supervisão do texto é de Benedito, que já provou ser mestre quando fez Pantanal (1990) e Renascer (1993). As cenas de flashback, com Zeca contando a história do pai, são boas. Funcionam como um "causo" que se ouve ansiando pelo final. Mas esse clima não se mantém. Muito do que se vê em outras novelas está nesta também. Além das conversas à mesa, há os mesmos momentos cômicos, os mesmos movimentos de câmera, a mesma demora no desenrolar das tramas e, claro, o mesmo problema com o sotaque. A sensação é de ver um grande time só trocando passes para manter o resultado. Aina Pinto
QUEM FOI QUEM Os atores da primeira e da segunda versão de Paraíso |
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