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Adeus, Clodovil
O polêmico costureiro, apresentador e deputado morre aos 71 anos após um derrame

TEXTO AINA PINTO

Em seu ateliê, em 1973, entre manequins vestidas com suas criações. À esq., Clodovil com o também costureiro Dener, em 1976

Classificar Clodovil Hernandes como um mestre das alfinetadas não chega perto do que ele fazia. Primeiro que ferir com alfinete não é próprio de quem foi um dos mais importantes estilistas brasileiros. E nem é possível que suas críticas sejam chamadas de "alfinetadas", já que eram bem mais violentas que isso. Deputado federal (PR-SP), ele morreu com fama de polêmico na terça-feira 17, em Brasília, aos 71 anos, em consequência de um acidente vascular cerebral (AVC).

Para além das colocações arrogantes, ácidas e até preconceituosas, das inúmeras confusões que arrumou ao longo da carreira, Clodovil foi um dos responsáveis por dar à moda brasileira o glamour que acabou por levar às atuais fashion weeks. A personalidade controversa ficou conhecida desde que começou a costurar, devido às discussões com o também estilista Dener. Mais tarde, ele diria que os bate-bocas eram uma maneira de se promoverem - e que eram amigos longe da mídia. Nascido no interior de São Paulo e criado por pais adotivos, Clodovil iniciou a carreira de costureiro nos anos 50. Elis Regina e Cacilda Becker foram algumas das famosas vestidas por ele, que ganhou o prêmio Agulha de Ouro em 1960.

Em 1980, estreou como apresentador no TV Mulher, da Rede Globo, e, a partir daí, passou por várias emissoras. Uma das últimas foi a Rede TV!, da qual foi demitido após deixar o programa ao vivo por não ter gostado da perseguição dos humoristas do Pânico na TV!. Em 2006, foi eleito deputado federal com 493 mil votos, o terceiro mais votado em São Paulo. No primeiro discurso na Câmara dos Deputados, classificou o local como um "mercado", por se incomodar com o barulho da conversa de outros parlamentares. Clodovil foi sepultado na quarta-feira 18, no Cemitério do Morumbi, em São Paulo.

Ao lado de Hebe, no programa Clodovil, na Band, em 1983
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