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Humberto Martins veste a camisa
Aos 47 anos, o ator revela que pensou em abandonar a carreira, conta que lutou para ser reconhecido por seu talento e fala da reconciliação com a primeira mulher

TEXTO RENATA MENDONÇA FOTO DANIELA DACORSO/AG.ISTOÉ

Faz parte do passado a época em que Humberto Martins exibia o dorso nu na pele de homens rudes e sedutores nas histórias do autor Carlos Lombardi. Aos 47 anos, o ator ainda ostenta o mesmo peitoral malhado - talhado em muitas horas de surfe no mar da Barra da Tijuca, no Rio. A diferença é que hoje a boa forma de Humberto não é exibida diante do público. Há cinco anos, ele colocou um ponto final nos personagens que lançavam mão de sua boa forma para garantir preciosos pontos no Ibope. Pensou em desistir da profissão, mas conseguiu virar o jogo. A atitude corajosa lhe garantiu o reconhecimento e hoje é elogiado por sua atuação como Ramiro, na novela Caminho das Índias. Na vida pessoal, Humberto também passou por mudanças. Após nove anos de separação, reatou, no final do ano passado, o casamento com a primeira mulher, Ana Mansur, mãe de dois de seus filhos, Thamires, 19 anos, e Humberto Filho, 11. O ator também é pai de Nicole, de 1 ano e meio, do relacionamento com a jornalista Andréa Abrahão. "Agora está tudo nos eixos", orgulha-se.

Você parece não ter boas lembranças da época em que atuava nas novelas de Carlos Lombardi.

Eu era sobrecarregado de trabalho, mas ao mesmo tempo me sentia negligenciado, as pessoas só enxergavam o "descamisado". Sempre soube o ator que eu era, queria fazer bons papéis e ser mais reconhecido. Lombardi sempre reconheceu isso, mas ele gosta de trabalhar dessa maneira. Tive várias estafas, fui internado várias vezes, perdi três dentes porque deixei de tratar, tive sinusite crônica porque ia toda hora do estúdio para externa. Isso me estressou bastante. Sou amigo do Lombardi e até faria uma novela dele, mas só se fosse algo bastante diferente.

Pensou em abandonar a carreira?

Sim, cheguei a pensar. Eu consigo sobreviver com outros trabalhos, pois tenho outras aptidões. Não me incomodo em levar uma vida mais simples. Aprendi carpintaria, serralheria, marcenaria, tirei carteira profissional, posso me sustentar.

Quando começou a ser reconhecido?

Em América. Fiz questão de abotoar a camisa até em cima. Também já estava atingindo uma idade em que você não vive mais do seu corpo e da imagem. Aí vieram os papéis mais contundentes. Pedi para a direção da Globo que fosse assim e eles me atenderam. Depois de cinco anos provei que sabia fazer e não deixei a desejar.

Guarda ressentimentos por ter sido rotulado por papéis que exploravam sua forma física?

Eu sempre soube que tinha talento e só bastava terem me dado oportunidade há mais tempo e não ter dado enfoque apenas no bíceps e peitoral. Tive mágoas, sim, porque até sofri piadas por isso. Uma vez encontrei o (Antônio) Fagundes em uma festa e ele me disse: 'Eu nem te reconheci porque você estava de camisa'. É pesado! Mas, recentemente, ouvi do diretor Ari Nogueira que estou pronto para fazer de um maluco a uma "bichona". Estou vingado (risos).

Como reatou o casamento com Ana Mansur?

Eu estava tentando com uma pessoa aqui, outra ali. Mas a Ana sempre esteve presente para me servir, me cuidar, me dar carinho. Foi natural e muito pontuado por parte dela. Para estar comigo, tem que ser uma pessoa que entenda a minha maneira de viver, as atribulações do dia-a-dia e entender que tudo o que possui, o que vive e o que tem vem de um trabalho árduo e honroso. Não pode achar que é só glamour, só comprar, só ter.

Passou por alguma crise de idade?

Sou bastante conformado, realizado com tudo o que vivi, com o que aproveitei da vida quando jovem e fui privilegiado demais da conta. O amadurecimento veio com uns 39, 40 anos. As fichas começaram a cair e comecei a entender tudo. Isso me trouxe serenidade.

Como lida com o envelhecimento?

Estou como gostaria de estar: saudável. Estou ótimo e não preciso de mais nada. Nunca fiz uma limpeza de pele, nem um implante de cabelo e nem vou fazer. Acho bacana ver isso branco (aponta para os cabelos), pois me dá consciência da minha maturidade.

"O amadurecimento veio com 39, 40 anos. As fichas começaram a cair e comecei a entender tudo. Isso me trouxe serenidade"

 



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