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''Não estudei para ser só galã''
O ator Mateus Solano, que caiu nas graças do público quando interpretou Ronaldo Bôscoli na tevê, quer fugir do estereótipo do herói romântico das novelas e diz não acreditar em casamento

TEXTO MACEDO RODRIGUES FOTOS ALEXANDRE SAN'ANNA/ AG. ISTOÉ

"Estou aqui para fazer o bonitão, o louco, a mulher, o veado, qualquer coisa", diz Mateus, que não quer se prender ao papel de galã

Ele seria o cara certo, na hora certa, para reforçar o escasso time dos galãs globais na faixa dos 30 anos. Depois de brilhar na minissérie Maysa - Quando Fala o Coração, interpretando Ronaldo Bôscoli, Mateus Solano vem sendo apontado como a grande aposta da teledramaturgia da Rede Globo para o segundo semestre. O ator já vem sendo cotado como um dos destaques do elenco da próxima novela das 21h, de Manoel Carlos. Os projetos da emissora podem esbarrar nos planos de Mateus. Prestes a completar 28 anos, há 12 ele vem consolidando uma carreira teatral e televisiva e se orgulha por conta da diversidade dos tipos que interpreta. "Eu não queria entrar nesse time (dos galãs), porque meu time é o dos atores, no qual jogo no ataque há 12 anos. Sou de um time maior, no qual o galã é apenas uma das infinitas possibilidades", diz.

Em outras palavras, Mateus não se recusaria a viver o herói romântico de uma novela. O que ele não quer é se repetir na função. "A tendência da televisão é colocar você numa gaveta só e eu não gosto de gaveta alguma. Mas se é para ficar em gaveta, quero estar em todas possíveis. Estou aqui para fazer o bonitão, o louco, a mulher, o veado, qualquer coisa. Não estudei para ser só o galã", enfatiza. Sua resistência ao rótulo é tão grande que, mesmo puxando pela memória, ele não consegue citar um galã que admire. "Não sei, porque quando a Globo coloca um cara nessa gaveta, fica difícil avaliar se essa pessoa é versátil. Elas só são chamadas para fazer a mesma coisa." Ainda assim, Mateus espera que com ele possa ser diferente. "Não quero ir contra ao veículo. Quero conversar. Acredito que, na base do diálogo, as pessoas levem em conta meus interesses."

Outra camisa que Mateus não quer vestir é a de símbolo sexual. "O que é isso, gente? Coisa mais efêmera, vazia..." Ele desmente a notícia de que tivesse se convertido da noite para o dia no recordista de cartas de fãs via Rede Globo, depois de Maysa. "Nunca recebi uma sequer", diz. E garante que o assédio feminino não aumentou por conta do sucesso: "Não tem nada disso. Até porque tenho uma namorada maravilhosa e o Brasil inteiro já sabe, depois que disse isso no Fantástico", divertese. Mateus revelou no programa dominical que estava "completamente apaixonado" pela atriz Paula Braun, de 29 anos.

Eles estão juntos há um ano e se conheceram nas filmagens de Marido, Amantes e Pisantes, curta de Ângelo Defanti, no qual fizeram par romântico, com cena de beijo e tudo. "Mas não foi isso que me pegou", garante o ator. O que lhe seduziu foi o humor de Paula. Desde então estamos dando muitas risadas."

''Não acredito em casamento.É uma coisa que não tem nada a ver comigo, nem com a Paula''

Diz o ator, que há um ano namora a atriz Paula Braun com quem vai morar junto em breve

Os dois têm planos de morar juntos em breve, mas não vai haver nenhuma cerimônia. "Não acredito em casamento. É uma coisa que não tem nada a ver comigo, nem com a Paula." Apesar de ainda não viverem sob o mesmo teto, Mateus assistiu a praticamente todos os capítulos da minissérie ao lado da namorada, dizendo que ela o tranquilizou nos momentos tensos. "A minissérie não foi difícil de fazer. Foi difícil de assistir. Sou muito exigente e às vezes sinto medo de estar fazendo besteira. Eu tinha taquicardia na frente da tevê, mas a Paula segurava minha onda."

De formação judaica, nascido em Brasília, filho de pai diplomata, Mateus foi criado no Rio de Janeiro pela mãe, psicóloga, desde a separação dos pais, quando ele tinha cinco anos. Antes disso, morou em Washington, nos Estados Unidos, e em Lisboa, Portugal. O teatro entrou em sua vida nas aulas curriculares da Escola Parque, na Gávea, onde estudou durante 13 anos. "As pessoas me diziam que eu era engraçadinho no palco, que levava jeito." Bem antes de concluir o ensino médio, já havia decidido que seguiria a carreira de ator, o que causou apreensão na família. "Foi uma preocupação normal, porque fazer teatro no Brasil é muito difícil, não tem incentivo algum." E Mateus diz que não passou dificuldades porque só deixou a casa da mãe há dois anos. "Antes disso não podia assumir compromissos. Ganhava uma grana aqui, mas nunca sabia quando ia ganhar outra ali."

Sua independência financeira vem sendo conquistada às custas de pequenas participações na tevê e muito trabalho duro no teatro. Só no ano passado, foram seis peças diferentes e, atualmente, ele está em cartaz em Hamlet, em São Paulo. Ainda assim, não é apenas pela estabilidade de um salário mensal que ele veria com bons olhos um contrato de longo prazo com a Globo. "Um contrato como esse ampliaria a minha visibilidade, que é importante para levar público para o teatro, para os meus trabalhos, para falar coisas nas quais acredito." E mais uma vez deixa claro que se comprometer com a figura de galã seria um preço caro demais a pagar. "Se for para viver um personagem só, eu vivo a minha vida, onde isso já é bastante complicado."

 



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