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Sucesso
Irreverência pura
Aos 56 anos,Vera Holtz estreia como diretora teatral, é um dos destaques da novela três irmãs e está solteira após um relacionamento de um ano com o ator Charles Azevedo

TEXTO MACEDO RODRIGUES FOTOS FRAZIA GRAMATIERI/AG.ISTOÉ

Dizem que toda panela tem sua tampa. A atriz Vera Holtz cresceu ouvindo o ditado recitado pelos parentes de Tatuí, no interior de São Paulo. E desde cedo, tinha uma resposta afiada para quem lhe viesse com essa conversa. "Mas eu sou frigideira, não tenho tampa", lembra, dando uma boa risada. Aos 56 anos, Vera já se apaixonou e namorou inúmeras vezes, mas diz que não se enquadra nas convenções há muito tempo. "Nunca pensei que pudesse ficar muito tempo com uma pessoa. Meu compromisso é com a paixão. Já teve namorado me dizendo que queria alguém que lhe desse amor e eu respondia que essa pessoa não seria eu, que não sinto esse amor e só posso dar paixão", diz a atriz, que aos 12 anos já anunciava que não teria filhos. E aos que lhe dizem que desse jeito, ela vai acabar sozinha na velhice, Vera também tem a resposta pronta: "Pô, mas eu gosto de brincar sozinha."

A atriz está solteira novamente, depois de um relacionamento de um ano e dez meses com o ator Charles Azevedo, 37 anos. "Chegou a hora de cada um seguir o seu caminho. Ficamos juntos um tempo, foi muito gostoso, mas passou", conta. Homens mais novos fazem parte de seu histórico de conquistas e ela garante nunca ter se sentido alvo de preconceito. "Sinto como se minha cabeça pertencesse a outro tempo e universo. Nunca fui atraída nem dei importância às normas e convenções do século 20, de quando cheguei a este mundo."

Nos últimos meses, Vera tem se desdobrado entre as cenas de Violeta, sua personagem em Três Irmãs, de Antônio Calmon, e sua estreia como diretora na peça O Estrangeiro, de Albert Camus, que tem o ex-Charles Azevedo, como assistente de direção. "Estou dividida entre Calmon e Camus", brinca. O desafio foi aceito, após muita insistência do amigo e ex-namorado Guilherme Leme, que atua sozinho na montagem. O volume de trabalho na novela, quase a fez desistir. Tinha receio de não dar conta de mais um compromisso profissional. "Acabei descobrindo que meu tempo é elástico. Quanto mais faço, mais tempo encontro para fazer outras coisas." Por conta disso, aos 56 anos, ela vem se sentindo mais livre e jovem. "Isso me devolveu uma incrível sensação de liberdade e juventude, quando se encontra tempo para namorar, ir à praia, estudar muito, ir ao cinema, ver amigos e tudo flui... O tempo ficou aberto para mim novamente", admira-se.

Com o tempo a seu favor, Vera leva a vida com muito bom humor. Quem trabalha nos bastidores de Três Irmãs já se acostumou com a irreverência e as brincadeiras da atriz, que funcionam como válvulas de escape da árdua rotina de gravações. Outro dia, uma produtora comentava "a última da Holtz". Segundo ela, a atriz havia levado para o estúdio o famoso The Big Penis Book, um livro americano que causou sensação por reunir fotografias com homens nus de proporções bem acima da média. "Foi uma farra. Quis ver como andava o termômetro da vida sexual das pessoas. É curioso, porque tem pessoas que nem percebem, mas ficam elétricas diante de um livro como esse e eu já tinha notado isso..." Essa não foi a primeira vez. Em uma outra novela, na qual se gravava muito, ela levou uma espécie de manual de sexo e o efeito foi o mesmo. "As pessoas estavam confinadas há tanto tempo ali, sem verem seus parceiros, que pareciam ter se esquecido que existia este outro lado da vida e devoraram o livro", lembra, aos risos.

É com leveza também que Vera encara o curso natural da vida. Para ela, envelhecer tem sido uma conquista. A atriz diz ver beleza no passar dos anos. "Acho bonito nosso corpo, nossas sombras existirem para contar a nossa história." Tanto é assim, que ela não pretende voltar a pintar os cabelos completamente brancos que adotou para compor Violeta. "Eu achei que ficou lindo porque a gente que tem pele vermelha, combina bem com os cabelos brancos. Só mudo se for uma imposição de um novo trabalho. Mas, por mim, ficaria assim. Me sinto linda!"

 



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