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Comentando o trabalho de estreia de Kate Winslet no cinema, em Almas Gêmeas, de 1994, um crítico escreveu que ela nunca seria uma grande estrela porque ficaria associada à personagem, uma adolescente que vive um romance com a amiga. A suspeita do jornalista não se confirmou e Kate se tornou estrela em Titanic (1996), maior blockbuster da história, com bilheteria mundial de mais de US$ 1,8 bilhão. Mas ela não gosta de ser chamada de estrela. Diz que é apenas uma garota inglesa que procura bons papéis. Para mostrar que não estava interessada em ter a imagem de mocinha, recusou o papel em Shakespeare Apaixonado, de 1998, para fazer O Expresso de Marrakesh, em que interpretou uma mãe hippie que parte com as filhas para a África. Essa procura por personagens diferentes a levou até O Leitor, em que vive uma mulher com um passado ligado ao nazismo e que se envolve com um adolescente. Lançado no ano passado nos Estados Unidos, o filme lhe rendeu o primeiro Oscar, depois de seis indicações - a primeira delas por Razão e Sensibilidade (1995). De Titanic, restou a amizade com Leonardo DiCaprio, com quem voltou a fazer par romântico no recente Foi Apenas um Sonho. Os filhos dela - Mia, de nove anos, de seu casamento com Jim Threapleton, e Joe, de seis, com Sam Mendes, seu atual marido - chamam o ator de "tio Leo".
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