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O Som do Pasquim
Coletânea traz à tona a ideologia e os pensamentos curiosos de ídolos da música

SEMANÁRIO QUE DESAFIOU com irreverência a censura do regime militar instaurado no Brasil em 1964, O Pasquim completaria 40 anos em 2009 se não tivesse parado de circular em 1991. Em homenagem ao aniversário que não se completou, a editora Desiderata está relançando um livro de 1976, O Som do Pasquim (277 págs., R$ 39,90), que compila dez longas entrevistas concedidas por ídolos da música ao jornal com informalidade impensável nos dias de hoje. Selecionadas pelo jornalista Tárik de Souza, com ilustrações de Nássara, as entrevistas resistem bem ao tempo e, em alguns casos, têm alto valor documental, como no caso do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974), cuja bibliografia é escassa.

Se Chico Buarque rememorava em bate-papo de 1975 as dificuldades financeiras enfrentadas no exílio que se autoimpôs na Itália ("Tive que rebolar mesmo"), Caetano Veloso discutia o conceito de mau gosto em entrevista de 1971, reafirmando a devoção por João Gilberto e revelando ter ouvido muito a cantora Isaura Garcia (1919 - 1993) em seu forçado exílio londrino. Mais curioso é o depoimento de Martinho da Vila, concedido em 1969, ano do estouro de seu primeiro álbum. O sambista baseou sua entrevista na certeza de que seu sucesso seria passageiro ("O meio artístico não foi feito para a gente ficar a vida inteira"). Já Agnaldo Timóteo destila sua mágoa por não ser reconhecido pela crítica da época (1972) e dispara sua metralhadora giratória contra nomes como Chico e Caetano. Em posfácio, publicado ao fim de sua entrevista, o cantor admite ter sido preconceituoso com os colegas. No geral, O Som do Pasquim oferece bom painel da ideologia musical dos anos 70. Mauro Ferreira

 

 

Li e gostei
Amaury Jr.

"Doidas & Santas, de Martha Medeiros. O texto de Martha tem a graça de uma sonata de Mozart. O máximo." (LP&M, 232 págs., R$ 31)
Amaury Jr. é apresentador de tevê

 

 

 

 


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