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Estilo Casa
O estilo pop-chic do chef Cássio Machado
O prédio da década de 1970, construído por um dos papas da arquitetura moderna, no bairro dos jardins, em São Paulo, foi escolhido há dois anos como morada pelo dono de restaurantes cássio machado

por Silviane Neno fotos juca rodrigues/ag. istoé

Já passa do meio-dia e o apartamento do chef e empresário Cássio Machado ainda está quieto, em silêncio. Da cozinha vem um agradável cheirinho de bolo saindo do forno. O dono da casa acorda tarde todos os dias. Não por preguiça. Em São Paulo, ele comanda quatro restaurantes e pelo telefone monitora o movimento de outros dois, no Rio de Janeiro. Todos muito bem sucedidos entre o público moderno e bem-nascido das duas cidades.

Enquanto a casa dorme, fica mais fácil olhar em volta. O aparestilo casa tamento é uma mistura cool de design e arte moderna brasileira. A mesa está arrumada para o café da manhã, e pouco antes da uma da tarde surge o restauranteur, de chapéu, jeans e tênis. Entre tragos de expresso puro, ele vai contando devagarinho, a seu estilo, que a assinatura do décor é dele mesmo. Ali estão, é natural, todas as suas referências e obras de artistas amigos que Cássio vem colecionando ao longo dos anos.

Isabelle Tuchband é uma de suas preferidas. A enorme tela na parede que divide a sala da cozinha é uma das primeiras da artista. Pinky Wainer também está no seu top-five. É dela a mesa de pingue-pongue pendurada na sala principal, a escultura em cima da mesa de jantar e a mais polêmica peça do acerco de Cássio, o "Jesus-bomba" - um relicário com a figura santa envolta por um cinturão de dinamites.

A cozinha arejada e iluminada a maior parte do dia é um dos pontos altos. O projeto é original do prédio, construído na década de 1970, emoldurada por pastilhas verdes. É ali que Cássio recebe os amigos aos domingos (um superalmoço a cada três meses) com rodadas de moqueca ao som da vitrola e seus clássicos em vinil.

Acima, a fotógrafa de lenço na cabeça é de Lúcio Carvalho e a tela, de Mariana Palma. Ao lado, o "Jesus-bomba", de Pink Wainer

As imagens de entidades do Candomblé também estão espalhadas pela casa. Logo na entrada, a Iemanjá, que Cássio também tatuou no braço, tem a seus pés flores e doces. É a dobradinha "popchic", a cara do dono, seja em casa, seja em seus restaurantes.

Nota-se esse estilo, à primeira vista extravagante, mas de apurado bom gosto, quando se observa, por exemplo, uma grande foto em preto-e-branco do guitarrista Brian Jones, um dos fundadores dos Rolling Stones, morto em 1969, aos 27 anos, afogado numa banheira depois de uma overdose de bebidas e drogas. Cássio Machado virou fã do inglês desde que viu uma outra foto dele sentado num banco de trás de um Jaguar, impecavelmente vestido: "Vi aquilo e decidi que era a vida que eu queria para mim. Ser elegante e nunca dirigir um carro...", diz ele, antes de partir rumo a um de seus restaurantes, ao lado da namorada, loura e linda, a bordo do seu Mercedes preto, conduzido por um motorista.

A tela é da amicíssima Isabelle Tuchband.
Altar moderno para os santos da casa.
O São Jorge ganhou estola de oncinha

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